quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Liberdade e massa crítica

Alguém me poderia fazer o favor de lembrar, no período entre 2005 e 2011, altura em que José Sócrates foi Primeiro-Ministro, quem é que no PS ousou manifestar discordância em público?
Julgo que consigo contar os nomes todos com os dedos de uma mão.
No PSD, contudo, a discordância manifesta-se sem medo de retaliações e sem calculismos. Não por todos, obviamente. Mas mesmo assim por um número significativo de simpatizantes e de militantes. Isto é uma força ou uma fraqueza?
Uma força, claro. Se o PS tivesse mostrado a mesma independência e a mesma liberdade de espírito em relação a José Sócrates, em vez da subserviência em que mergulhou, o tempo e o dinheiro que nós teríamos poupado com disparates que hoje estamos a pagar muito caro.
É por isso que não me incomodam nada as intervenções críticas em relação ao Governo oriundas do PSD ou da sua periferia, independentemente das suas motivações. Estas constituem uma enorme e valiosa massa crítica. Ao Governo apenas se pede que saiba tirar partido dela.