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sábado, 4 de agosto de 2012

Nonsense

Custa-me ver António José Seguro ir por este caminho. Pura demagogia.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Orçamento do Estado [2]

"Existem já poucas dúvidas no PS de que o Orçamento do Estado para 2013 será o momento que a direcção de António José Seguro aguardava para romper com o consenso político resultante do memorando da troika. O voto contra o exercício orçamental do próximo ano é dado como praticamente incontornável no secretariado nacional, na direcção parlamentar e entre vários deputados" (Diário Económico).
Não sei se "existem já poucas dúvidas", mas percebe-se facilmente o dilema de Seguro. Isto dito, se votar contra, o PS vai ter muito trabalho pela frente para explicar o sentido do seu voto. Como referia ontem Vital Moreira, "só em em condições excepcionais é que o PS deve[ria] equacionar a hipótese de votar contra [o Orçamento do Estado para 2013]" (Jornal de Negócios, 30.7.2012). Não vejo que condições excepcionais justifiquem, neste momento, um voto contra. Vejo razões de ordem táctica para votar contra o Orçamento do Estado para 2013, vejo razões de ordem pessoal relacionadas com a sobrevivência da liderança do PS, mas não vejo nenhum motivo relacionado com o interesse nacional.

Unfriendly fire

"Quem vê de fora constata que o PS não tem tido uma prestação que o identifique como alternativa [ao Governo]", disse José Lello (Público).

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Les jeux ne sont pas faits

Olhando para algumas reacções às declarações de António Costa até parece que o presidente da CML será secretário-geral do PS no dia em que assim entender. Não é por nada, mas parece-me precipitado escrever desde já o óbito político de António José Seguro. Igualmente importante: até parece que Francisco Assis ficará impávido e sereno a ver as manobras políticas de terceiros.

domingo, 29 de julho de 2012

Muito feliz, naturalmente

"Sou naturalmente um líder muito feliz porque há muita qualidade em muitos dirigentes do Partido Socialista e também no dr. António Costa, naturalmente, como é normal", respondeu António José Seguro.
O que mais poderia dizer?

Incontestável [2]

Carlos Zorrinho afirmou que era incontestável que seria António José Seguro o candidato do PS à liderança do Governo. Ainda não passou uma semana e António Costa relembra que tem qualidades para ser secretário-geral do PS. A lista de militantes socialistas que consideram ter essas qualidades inclui também Francisco Assis, caso contrário não se tinha candidatado anteriormente.
Incontestável, disse Zorrinho?

sábado, 28 de julho de 2012

Ter que explicar

O líder do PS defendeu que o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, tem que explicar o que falhou na "receita" da austeridade do Governo para que o "objectivo central" de fixar o défice de 2012 em 4,5% esteja "em risco". Segundo António José Seguro, o "compromisso com a troika compromete todos os portugueses responsáveis e, em particular, o líder do PS com as metas", mas, salientou, "completamente diferentes são os caminhos para lá chegar".
Seguro continua a insistir que, naquilo que é essencial, tem um caminho alternativo. Trata-se de uma ficção política em que ninguém com bom senso acredita, mas em que Seguro tem de insistir por motivos óbvios. Acresce que o líder do PS quer explicações. Na verdade, Seguro não quer explicações, mas sim tentar transmitir que o Governo está em vias de fracassar. Tudo isto não passa de espuma sem substância.

Uns míseros euros

"É por uns míseros euros que vamos extinguir uma freguesia?"
Esta pergunta de António José Seguro ilustra bem uma certa cultura política. Uma certa cultura política e a sua relação com os impostos. São sempre uns míseros euros. Mais impostos ou menos impostos, os euros, os tais míseros euros, são ilimitados. Foi à custa de míseros euros, atrás de míseros euros, que chegámos à actual situação.
Seguro sabe muito bem que se fossem apenas uns míseros euros seguramente que uma freguesia não seria encerrada. O problema é que não são apenas uns míseros euros. Mais. O líder do PS sabe igualmente que a reforma da Administração Local há muito que deveria ter sido feita e que isso não tem que ver apenas, ou sobretudo, com critérios estritamente financeiros. Mas, enfim, há que criar bandeiras políticas. As eleições autárquicas em 2013 podem vir a ser uma questão de vida ou morte política para Seguro. Nessa medida, há que mobilizar todos os votos possíveis, custe o que custar.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Estado Social

"Mas nunca, nunca, aceitaremos a destruição do Estado Social tal como este governo se prepara para fazer", refere António José Seguro.
Eis o PS a querer posicionar-se como o grande defensor do Estado Social. É claro que isto é uma ficção, mas isso pouco importa. Ao PS interessa não só reclamar para si essa bandeira política, como deixar igualmente implícito que o actual Governo é um adversário do Estado Social. Dois em um.
Manda o bom senso político que o Governo tem de atacar esta frente assim que possível. A última coisa que faltava era que o PS conseguisse enraízar na opinião pública a percepção de que o actual Governo quer desmantelar o Estado Social. Como se a racionalização do Estado Social e a sua reconfiguração face às circunstâncias não fosse, precisamente, uma estratégia de preservação e de salvaguarda do Estado Social.

O dilema de Seguro

Se o PS não votar contra o Orçamento do Estado (OE) para 2013, como justificar que o faça no ano seguinte, com um OE seguramente menos penalizador para os portugueses?
Eis o dilema de António José Seguro e que em parte justifica a escalada na diferenciação que o PS quer introduzir em relação ao PSD.

A diferença entre ter e parecer ter uma alternativa

O PS, se estivesse no Governo, no essencial faria aquilo que o PSD e o CDS estão a fazer. À luz do acordo assinado com a troika -- acordo esse, vale a pena lembrar, assinado e negociado pelo PS -- os socialistas não teriam alternativa.
O PS, na oposição, jura que faria diferente. Sabemos que não, mas não há forma de o provar sem o seu regresso ao Governo. Precisamente aquilo que o PS gostaria que acontecesse. Em suma, seria necessário provar o veneno para poder confirmar que era veneno.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Incontestável

Carlos Zorrinho afirma que "é incontestável hoje que será ele [António José Seguro] o candidato do PS à liderança do governo. Não há dúvida".
Ficava mal a Zorrinho dizer outra coisa. Porém, por lapso, Zorrinho frisa que é hoje incontestável. Nisso estaremos todos de acordo. O problema é amanhã. Se as autárquicas correrem mal, se as sondagens não forem favoráveis, o cenário muda num dia. Isso, sim, é incontestável. Hoje ou amanhã...

O primeiro ano de Seguro

Pode-se avaliar a liderança de António José Seguro pelo menos de duas formas. A primeira consiste em olhar apenas para o seu percurso nos últimos doze meses. A segunda em comparar a sua liderança com um período semelhante no PSD, no caso seria com Luís Marques Mendes, entre 2005 e 2006.
De uma maneira ou de outra, a melhor avaliação é a seguinte: se houvesse eleições amanhã votaria no PS?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O controlo do tempo [1]

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, não vê vantagens em pedir à troika um prolongamento do prazo para o cumprimento do plano de assistência financeira.
Desde que o actual Governo tomou posse, o período de aplicação do memorando assinado com a troika tem sido alvo de discussão. O PS, sobretudo, entende que Portugal necessita de mais tempo. O Governo, por sua vez, considera correcto o prazo inicialmente acordado com a troika.
O PS quer mais tempo para a implementação do plano de assistência financeira e justifica a sua posição com a necessidade de diluir no tempo as medidas a implementar. Sabemos, no entanto, que o PS não se revê ideologicamente no documento que assinou. O PS assinou o plano porque não teve outra alternativa. Pedir mais tempo, do ponto de vista do PS, é uma forma de resistência à implementação do plano de ajuda financeira. António José Seguro sabe que quanto mais tempo passar maiores serão as dificuldades de aplicação do memorando.
Em contrapartida, o memorando é o programa do Governo. O êxito ou o fracasso do Governo na sua implementação é a grande questão. Qualquer alteração de calendário, na perspectiva de Pedro Passos Coelho, constitui uma dificuldade adicional.
Em suma, mexer nos prazos é um pouco como reconfigurar a dimensão de um tabuleiro de xadrez a meio de um jogo. Os jogadores adoptaram uma estratégia e colocaram as suas peças no tabuleiro em conformidade. Modificar a dimensão do tabuleiro -- e alterar o tempo que levará a decidir o jogo -- não é uma decisão neutra e isenta de consequências.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Votar contra

O deputado socialista Pedro Silva Pereira considera que o Governo "tem feito pouco pelo consenso político" no país e admite mesmo a possibilidade de o PS "votar contra" o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano.
Silva Pereira, como sabemos, não tem hoje a influência que teve durante o Governo de Sócrates. Nesse sentido, as suas palavras não vinculam António José Seguro. Isto dito, Silva Pereira é apenas uma voz entre várias a querer que o PS se distancie do Governo e do memorando que o PS assinou com a troika. Inevitavelmente, Seguro tem de procurar pontos de equilíbrio interno e, por conseguinte, cada dia que passa torna a sua tarefa mais complicada.
Mais tarde ou mais cedo, o PS assumirá uma posição de divergência em relação à implementação de um memorando que negociou e assinou. Razões acrescidas para que, no essencial, não se alargue o seu prazo de implementação.