Muito já se disse e escreveu -- i.e. especulou -- sobre a sucessão de Fernando Pinto Monteiro. Era inevitável, em parte porque ao longo das últimas semanas o Ministério Público tem estado entretido a fazer campanha. Isto dito, muitos dos nomes que circulam são seguramente uma brincadeira maldosa...
Adiante. Aproveitando a sua ida à Universidade de Verão do PSD, Cândida Almeida decidiu tranquilizar-nos e disse-nos "olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos". Pela minha parte, agradeço o esclarecimento, mas já sabia. Aliás, em bom rigor, todos os portugueses já sabiam isso há muito tempo. Basta olhar para o número de 'políticos' e 'dirigentes' que vão a julgamento e que em julgamento são condenados. Todos sabemos que em Portugal a corrupção é um fenómeno sem expressão.
Já sobre a possibilidade de poder vir a ser PGR, Cândida Almeida deixou-me muito intranquilo. "Não vou responder a isso, parece que me estou a oferecer", disse a procuradora-geral Adjunta. Pronto, confirmamos que não se estava a oferecer. Nós percebemos. Mas fico terrivelmente intranquilo por constatar que tem essa ambição, caso contrário teria logo afastado essa possibilidade. O que me tranquiliza, valha-me isso, é que o Primeiro-Ministro e o Presidente da República, mesmo nos seus dias menos lúcidos, nunca cometeriam tal disparate. Não, pois não?
José Ortega y Gasset: "Yo soy yo y mi circunstancia". Liberdade e destino. A vida é isto, o que não é pouco.
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domingo, 2 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Outro caminho
António José Seguro parece acreditar que a insistência na tese de que outro caminho será possível lhe concederá os favores da opinião pública e, em última instância, votos. Está totalmente enganado. No dia em que Pedro Passos Coelho quiser mudar de 'caminho' o eleitorado suspirará de alívio e até o congratulará pela decisão correcta, no momento certo.
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Cartão amarelo
Seguramente a pensar em situações futuras, Paulo Portas entendeu ter chegado o momento de marcar uma linha na areia e disso deu conta publicamente. A crise no Governo é indisfarçável.
Entretanto, o próprio Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, transmitiu alguns recados. Diria até que deixa transparecer nas entrelinhas o seu desagrado com a forma como o processo decorreu e com o facto de não ter sido informado previamente da solução escolhida para a RTP.
De tudo isto transparece uma evidente falta de comunicação intragovernamental e interinstitucional, o que é um péssimo sinal.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O melhor amigo de Passos Coelho
Ainda bem que Pedro Silva Pereira aparece regularmente na comunicação social. A sua simples presença mediática -- nem necessita de dizer ou escrever uma palavra -- tem a enorme vantagem de nos lembrar o desastre que foi o passado recente com José Sócrates. Aqui e ali vejo decisões deste Governo que, por uma razão ou por outra, me desagradam. Mas subitamente eis que surge Silva Pereira numa rádio, numa televisão, ou num jornal. Como que por magia, de imediato tudo volta à sua devida proporção. A sua simples presença leva a que a minha insatisfação com esta ou aquela medida do Governo seja ultrapassada de imediato. A árvore que subitamente assumia proporções disformes, e que escondia a floresta, com a presença de Silva Pereira volta de imediato à sua escala natural. Esse é o seu grande atributo. Ele é o homem que com a sua simples presença nos reconcilia com o actual Governo. Isto, sim, é serviço público.
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Indignações selectivas
Olhando para os dados da execução orçamental, o PS entende que o Governo deve dar "a cara e expli[car] aos portugueses o que correu mal".
Como se o Governo alguma vez tenha deixado de dar a cara. Adiante. Vamos lá ver se percebi bem: o PS, que apresentou entre Março de 2010 e Março de 2011 quatro PECs -- repito, quatro PECs num ano apenas (um deles, felizmente, nunca chegou a ver a luz do dia, como sabemos) -- exige agora que o actual Governo 'explique' o que correu mal.
António José Seguro, João Assunção Ribeiro, Carlos Zorrinho, entre outros, alguma vez exigiram a José Sócrates que explicasse pelo menos num dos PECs o que correu mal? Na altura não tinham curiosidade? Sabiam a resposta, mas não queriam incomodar o Primeiro-Ministro?
E o que correu bem, também querem que Pedro Passos Coelho 'explique' aos portugueses? Essa parte não lhes interessa?
Como se o Governo alguma vez tenha deixado de dar a cara. Adiante. Vamos lá ver se percebi bem: o PS, que apresentou entre Março de 2010 e Março de 2011 quatro PECs -- repito, quatro PECs num ano apenas (um deles, felizmente, nunca chegou a ver a luz do dia, como sabemos) -- exige agora que o actual Governo 'explique' o que correu mal.
António José Seguro, João Assunção Ribeiro, Carlos Zorrinho, entre outros, alguma vez exigiram a José Sócrates que explicasse pelo menos num dos PECs o que correu mal? Na altura não tinham curiosidade? Sabiam a resposta, mas não queriam incomodar o Primeiro-Ministro?
E o que correu bem, também querem que Pedro Passos Coelho 'explique' aos portugueses? Essa parte não lhes interessa?
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
De excepção em excepção até à derrota final?
Manda o bom senso político que, a ser verdade, situações como esta não deveriam acontecer. Inevitavelmente, por mais legítimas que sejam, as excepções criam sempre um sentimento difuso de injustiça e minam não só a relação de confiança como também a própria credibilidade do Governo. Nas actuais circunstâncias, ainda pior. Julgo que isto não é muito difícil de entender, pois não?
[Adenda]
Como se sabe, com José Sócrates nunca houve regimes de excepção. Se José Junqueiro estivesse calado não se perdia nada.
[Adenda]
Como se sabe, com José Sócrates nunca houve regimes de excepção. Se José Junqueiro estivesse calado não se perdia nada.
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Houston, we have a problem? [3]
"No que se refere às metas globais, o programa [acordado com a troika] não está a ser cumprido. A [meta] do défice em 2011, só diremos que foi cumprida se nos quisermos enganar. A de 2012, começa-se a acreditar que será muito difícil, para não dizer impossível de cumprir. Só que não estamos a passar de 5,9% para 4,5%, isso seria se tivéssemos cumprido o défice de 2011. Estamos a passar de 7% para 4,5%", Daniel Bessa (DN, 26.8.2012: 6).
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Houston, we have a problem? [2]
Jorge Moreira da Silva ensaia aqui, julgo eu, precisamente uma primeira tentativa de adaptação da narrativa oficial.
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Houston, we have a problem? [1]
"Restam assim duas possibilidades: ou a adopção de medidas adicionais para atingir um défice de 4,5% do PIB, ou rever a meta para o défice de forma a incorporar o desvio, sendo que esta segunda possibilidade requer a anuência da troika" (Lusa via Público, 27.8.2012).
As duas possibilidades colocam problemas à narrativa oficial. Perante estes cenários, como é que, afinal, 2013 "será o ano da inversão da actividade económica"?
Devo dizer que na altura não vislumbrei qualquer problema no discurso do Pontal e na tentativa de transmitir alguma esperança. Hoje, porém, conhecidos na semana passada os números da execução orçamental, confesso que já não tenho tanta certeza.
Talvez seja ignorância minha, que não sou economista, mas adoptando medidas adicionais ou revendo a meta do défice, de uma forma ou de outra tal não significa que 2013 poderá vir a ser, muito mais do que inicialmente previsto, um ano de acrescidos sacrifícios?
A não ser, claro, que Pedro Passos Coelho deite a toalha ao chão e solicite mais tempo à troika, hipótese que, por diversas razões, foi sempre publicamente rejeitada.
Estou a ver bem o filme, ou estou a meter os pés pelas mãos?
As duas possibilidades colocam problemas à narrativa oficial. Perante estes cenários, como é que, afinal, 2013 "será o ano da inversão da actividade económica"?
Devo dizer que na altura não vislumbrei qualquer problema no discurso do Pontal e na tentativa de transmitir alguma esperança. Hoje, porém, conhecidos na semana passada os números da execução orçamental, confesso que já não tenho tanta certeza.
Talvez seja ignorância minha, que não sou economista, mas adoptando medidas adicionais ou revendo a meta do défice, de uma forma ou de outra tal não significa que 2013 poderá vir a ser, muito mais do que inicialmente previsto, um ano de acrescidos sacrifícios?
A não ser, claro, que Pedro Passos Coelho deite a toalha ao chão e solicite mais tempo à troika, hipótese que, por diversas razões, foi sempre publicamente rejeitada.
Estou a ver bem o filme, ou estou a meter os pés pelas mãos?
domingo, 26 de agosto de 2012
The march of folly
A faceta imediatista na escrita dos blogues significa que nem sempre se respeita a devida prudência. Muitas vezes o bom senso ditaria que se aguardasse mais algum tempo antes de se opinar, não só para se ter mais distanciamento em relação aos factos, mas também para se ter maior informação sobre eles. Isto dito, a graça não seria a mesma se se escrevesse apenas quando já não restassem dúvidas. O prazer de manter um blogue em que se escreve sobre a actividade política resulta precisamente desta reacção imediata aos factos, num exercício de trapézio que de vez em quando pode falhar.
Esta conversa toda vem a propósito do dossier RTP, pois claro. Poderia ter começado de pior maneira?
Duvido. O modo como se iniciou a discussão pública sobre o futuro da RTP foi um desastre, ao ponto de me parecer neste momento que o processo estará politicamente morto. Sendo um pouco mais optimista diria que estará moribundo ainda antes do tiro de partida oficial.
Será que estou a revelar falta de distanciamento em relação aos acontecimentos das últimas 48 horas?
Muito honestamente, não sei. O que sei é que a intervenção de António Borges, conjugada com a reacção do CDS, parece-me ter sido mortal para qualquer alteração significativa na RTP. Subitamente, a juntar às críticas mais do que esperadas de BE, PCP e PS, eis que surge o CDS em clara divergência com o PSD. Ou seja, o PSD vai ter que suar muito para convencer a opinião pública de que não está isolado nesta matéria e que a sua proposta, seja ela qual for, é equilibrada e corresponde ao interesse público.
Muito honestamente, não sei. O que sei é que a intervenção de António Borges, conjugada com a reacção do CDS, parece-me ter sido mortal para qualquer alteração significativa na RTP. Subitamente, a juntar às críticas mais do que esperadas de BE, PCP e PS, eis que surge o CDS em clara divergência com o PSD. Ou seja, o PSD vai ter que suar muito para convencer a opinião pública de que não está isolado nesta matéria e que a sua proposta, seja ela qual for, é equilibrada e corresponde ao interesse público.
A opinião pública, refira-se, assiste a isto sem qualquer intervenção do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho ou do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas. No imediato surge como bombeiro de serviço José Pedro Aguiar-Branco que manifestamente não é a pessoa indicada para este combate político. Entretanto, em parte fruto de uma campanha mais do que esperada envolvendo interesses vários, vai-se instalando na opinião pública a percepção de que a(s) proposta(s) na calha não salvaguardam o interesse comum. Ora, uma vez criado este caldo, experimentem agora alterá-lo...
É claro que a percepção de que estamos perante uma nova PPP também não ajuda, tal como não ajuda o facto de os portugueses ficarem a saber que continuarão a ter que pagar a taxa audiovisual, ainda por cima sem ser líquido qual é o risco do futuro operador privado. Também aqui me parece que vai ser muito difícil conquistar os corações e as mentes da opinião pública.
No meio disto tudo, se o Presidente da República decidir manifestar dúvidas publicamente, algo que não sei se fará, mas que não excluo, então diria que será cheque-mate garantido a qualquer alteração estrutural na RTP.
Chegados a este ponto, qual era mesmo a intenção do Governo, manter tudo na mesma, ou alterar o mínimo possível?
Se a intenção era mexer mesmo a sério na RTP, como se deduz da intervenção de António Borges, então a abordagem não poderia ter sido mais contraproducente. É a vida.
P.S. -- O título deste post corresponde a um dos livros de Barbara Tuchman.
sábado, 25 de agosto de 2012
Tubo de ensaio
Segundo alguns observadores, as declarações de António Borges sobre o futuro da RTP foram um teste às reacções. Aparentemente, um teste ultra-secreto, uma vez que ninguém foi informado antecipadamente. Interrogo-me, aliás, se o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho terá sido informado.
Não está mal pensado, não senhor. Se a intenção era testar as reacções, de facto não faltam reacções para digerir. A do CDS, em primeiro lugar, por mero acaso o parceiro de Governo. A oposição, em segundo lugar, mas aqui, julgo, não há surpresas. Em terceiro, os players do meio, nomeadamente a SIC e TVI, e aqui também não há surpresas. Falta apenas o Presidente da República e, porventura, a seu tempo, o Tribunal Constitucional.
Como teste está, de facto, a ser um êxito. Como estratégia de comunicação tem sido um desastre. Se é verdade que aquilo que nasce torto dificilmente se endireita, então diria que há fortes probabilidades deste processo acabar mal.
Um conselho?
When you're in a hole, stop digging.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
O ovo e a galinha
"A herança de Sócrates é pesadíssima e vai perdurar muitos mais anos. Mas a actual liderança, de António José Seguro, também não entusiasma o eleitorado", Eduardo Dâmaso (CM).
Eis a velha questão: são os governos que caem por si próprios, ou é a oposição que os faz cair?
Luís Marques Mendes sensivelmente por esta altura do primeiro mandato de José Sócrates também sofria todo o tipo de dificuldades para se impôr politicamente. Acabou por fracassar, como se sabe.
Isto dito, é verdade que hoje as circunstâncias são outras, talvez -- repito, talvez -- mais favoráveis à oposição. Sejam ou não mais favoráveis, não me surpreende que o PS esteja a recuperar nas sondagens. O que me espanta, de certa forma, é que o PSD ainda esteja à frente. Diria que o PSD até se tem aguentado muito bem nas sondagens, tendo em conta que aquilo que tem para oferecer, nesta fase, é apenas austeridade e mais austeridade.
Em vez de querer entusiasmar, talvez Seguro queira antes reflectir sobre isso. Apesar das circunstâncias, a que se deve a tolerância -- o pragmatismo, ou o realismo, your choice -- do eleitorado em relação a Pedro Passos Coelho? Que lições retirar disso para o seu próprio posicionamento político?
Eis a velha questão: são os governos que caem por si próprios, ou é a oposição que os faz cair?
Luís Marques Mendes sensivelmente por esta altura do primeiro mandato de José Sócrates também sofria todo o tipo de dificuldades para se impôr politicamente. Acabou por fracassar, como se sabe.
Isto dito, é verdade que hoje as circunstâncias são outras, talvez -- repito, talvez -- mais favoráveis à oposição. Sejam ou não mais favoráveis, não me surpreende que o PS esteja a recuperar nas sondagens. O que me espanta, de certa forma, é que o PSD ainda esteja à frente. Diria que o PSD até se tem aguentado muito bem nas sondagens, tendo em conta que aquilo que tem para oferecer, nesta fase, é apenas austeridade e mais austeridade.
Em vez de querer entusiasmar, talvez Seguro queira antes reflectir sobre isso. Apesar das circunstâncias, a que se deve a tolerância -- o pragmatismo, ou o realismo, your choice -- do eleitorado em relação a Pedro Passos Coelho? Que lições retirar disso para o seu próprio posicionamento político?
domingo, 19 de agosto de 2012
Jogo do empurra
Discurso de Passos Coelho radicaliza PS, refere a manchete do Expresso. Passos empurra PS para chumbar OE, acrescenta o jornal nas páginas interiores. Spin, puro e duro. Sejamos claros: Já se percebeu há algumas semanas que o PS procura desesperamente argumentos para se distanciar do programa acordado com a troika. A partir de agora, tudo servirá para os socialistas tentarem distanciar-se das medidas de austeridade necessárias, se possível sem assumirem o ónus dessa posição politicamente irresponsável. O PS tudo fará para culpar Pedro Passos Coelho pela suposta falta de entendimento político. Tão simples como isto.
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Falar baixinho vs. fazer voz grossa
O editorial do Público de hoje considera que a "subalternidade a que [Pedro Passos Coelho] se votou [no plano europeu] (...) não leva a lado nenhum. Por isso, "Passos Coelho tem o dever de fazer escolhas, de tomar partido". Afinal, "é com esse estofo que se fazem os estadistas".
Este editorial, repito, é do Público, muito embora ficasse melhor na Acção Socialista. Com uma ressalva: nem o PS foi ao ponto de acusar o Primeiro-Ministro de não se comportar como um estadista.
Entretanto, um destes dias talvez o Público nos explique como é que "tomar partido" -- e o "tomar partido" só tem uma consequência possível, i.e. hostilizar a Alemanha -- contribui para salvaguardar o interesse nacional. O que é que Portugal ganha nesta fase em alienar publicamente o apoio alemão? Como é que isso maximiza a nossa posição?
Comportar-se como um estadista não significa que se tenha de exibir testerona política. Comportar-se como um estadista por vezes passa por engolir o orgulho pessoal em nome do interesse nacional.
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sábado, 18 de agosto de 2012
Reacções ao discurso do Pontal
Se bem percebi, os críticos entendem que Pedro Passos Coelho não deveria ter dado um sinal de esperança no seu discurso no Pontal. Não deveria, portanto, ter dito que 2013 "será o ano da inversão da actividade económica". Em nome do 'realismo' -- curiosamente alguns destes 'realistas' andaram a engolir acriticamente os discursos de José Sócrates durante anos a fio -- o Primeiro-Ministro deveria ter sido mais comedido nas suas declarações.
É óbvio que 2013 pode não ser o momento de viragem, nomeadamente porque há variáveis de ordem externa que não controlamos, mas que influenciam a nossa capacidade de resposta. Em todo o caso, pesados os prós e os contras, neste momento há indicadores que indiciam que o pior pode estar ultrapassado e é com base nisso que Passos Coelho profere aquelas palavras. O Primeiro-Ministro sabe que corre um risco calculado nas suas previsões. Mas o seu papel não é o do analista político -- algo que Álvaro Santos Pereira persiste em se esquecer -- mas sim o do político. E o político Passos Coelho e líder do PSD -- talvez se justifique recordar que foi nessa qualidade que a sua intervenção se realizou -- fez aquilo que deveria ser feito, i.e. transmitiu alguma esperança. Não mais do que isso.
É óbvio que 2013 pode não ser o momento de viragem, nomeadamente porque há variáveis de ordem externa que não controlamos, mas que influenciam a nossa capacidade de resposta. Em todo o caso, pesados os prós e os contras, neste momento há indicadores que indiciam que o pior pode estar ultrapassado e é com base nisso que Passos Coelho profere aquelas palavras. O Primeiro-Ministro sabe que corre um risco calculado nas suas previsões. Mas o seu papel não é o do analista político -- algo que Álvaro Santos Pereira persiste em se esquecer -- mas sim o do político. E o político Passos Coelho e líder do PSD -- talvez se justifique recordar que foi nessa qualidade que a sua intervenção se realizou -- fez aquilo que deveria ser feito, i.e. transmitiu alguma esperança. Não mais do que isso.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Sem emenda
Mas não era óbvio e previsível que uma entrevista pouco tempo depois do discurso de Pedro Passos Coelho permitia todo tipo de comparações e a identificação, ainda que forçada, de nuances?
Álvaro Santos Pereira nunca mais aprende?
[Adenda]
Era capaz de apostar que o PS não vai conseguir resistir à oportunidade de explorar o suposto bom senso de Santos Pereira por oposição à 'insensatez' do Primeiro-Ministro. Ou as supostas contradições entre o ministro e o PM. Escolham.
Álvaro Santos Pereira nunca mais aprende?
[Adenda]
Era capaz de apostar que o PS não vai conseguir resistir à oportunidade de explorar o suposto bom senso de Santos Pereira por oposição à 'insensatez' do Primeiro-Ministro. Ou as supostas contradições entre o ministro e o PM. Escolham.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
2013
Pedro Passos Coelho reafirmou que 2013 "será o ano da inversão da actividade económica". O plano sempre foi esse, como se sabe. Esperemos que sim. Depois do sufoco dos últimos tempos, estamos todos a precisar de respirar um pouco.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
À espera
O PS espera que o Primeiro-Ministro anuncie "medidas claras" que fomentem o emprego e o crescimento e que "finalmente" explique como pretende cumprir as metas do défice.
Em suma, na verdade o PS espera que Pedro Passos Coelho não cumpra o que foi acordado com a troika. O PS não o pode dizer publicamente, mas no fundo era disso que verdadeiramente gostava.
Em suma, na verdade o PS espera que Pedro Passos Coelho não cumpra o que foi acordado com a troika. O PS não o pode dizer publicamente, mas no fundo era disso que verdadeiramente gostava.
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