domingo, 18 de agosto de 2013

Pressão? [2]

Claro que é legítima. Não tenho a certeza se será, ou não, uma boa estratégia, mas é obviamente legítima.

sábado, 17 de agosto de 2013

Pressão?

Sim, talvez seja. Mas é também -- e sobretudo? -- um exercício de enumeração das consequências. A cada um as suas responsabilidades. O Tribunal Constitucional não é uma instituição apolítica e os seus elementos não são nomeados a partir do vácuo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A propósito das caixas de comentários...

...que o Público, num esforço meritório, mas que antecipo inglório, tenta moderar, disciplinar, civilizar, regresso a Jorge de Sena e a um dos seus poemas citados no seu livro de entrevistas (p. 239):
"[Há gente] que está por cima e há outros mais abaixo
danados só de não estarem em cima"
Julgo que explica com relativa simplicidade por que motivo as caixas de comentários dos jornais online são infrequentáveis, e estão condenadas a sê-lo para sempre, incluindo as do Público.

Festa do Pontal

Conhecidos que foram os dados da economia portuguesa relativos ao segundo trimestre, de certo modo ganha acrescida importância -- ou melhor, maior visibilidade -- o discurso de amanhã de Pedro Passos Coelho na Festa do Pontal.
Como diz o provérbio, prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

E agora?

Pergunta Tavares Moreira. Bem, muito realismo e os pés bem assentes no chão, como é óbvio.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Contentamento descontente...

...é o do PS que treme que nem varas verdes com receio de que a economia recupere e que isso lhe estrague as hipóteses de êxito nas próximas eleições legislativas.

Em destaque [15]

"[A] gente quando ensina aprende muito. Às vezes até vamos ler coisas que nunca tínhamos lido, pela simples razão de que precisamos de tê-las lido", salienta Sena numa entrevista concedida em 1972 (p. 236).
Totalmente de acordo. Tenho lido muita coisa pela razão apontada por Sena. E, já agora, acrescento: quando escrevemos aprendemos muito, na medida em que o exercício da escrita ajuda/obriga a sistematizar argumentos. Por vezes, o ponto de chegada pouco ou nada tem que ver com aquilo que inicialmente se pensou que seria. Há argumentos que ficam pelo caminho, outros que entretanto se fazem de convidados. Inevitavelmente, no final sabe-se sempre mais e tem-se uma noção mais exacta daquilo que não se sabe. Mas tal como no ensino, aprende-se muito.
Jorge de Sena, Entrevistas 1958-1978 (Guimarães, 2013) [edição de Mécia de Sena e Jorge Fazenda Lourenço].

O fim da espiral recessiva?

Ninguém sabe. É ainda muito cedo para antecipar o que poderá acontecer no terceiro trimestre. Isto dito, na frente externa, as boas notícias de hoje tornam mais difíceis do que já eram as negociações com a troika. Por essa e por outras razões, no plano interno, o bom senso aconselha alguma prudência na gestão política destes dados.

[Adenda]
A interrogação correcta, no título, é a actual e não "o fim da recessão?" como, por lapso, estava originalmente.

Pequenos raios de luz [5]

Um desempenho trimestral da economia portuguesa acima de todas as previsões.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Em destaque [14]

Os National actuarão em Portugal em Novembro. Uma concerto a ter em conta?
Para já oiço o CD que lançaram este ano.

The National, Trouble Will Find Me

Um Estado com duas faces

O Estado português revela um empenho e um zelo em receber aquilo que lhe devem que é a todos os títulos notável. Infelizmente, quando se trata de pagar o empenho e o zelo é muitíssimo menor. Nesse capítulo não há cruzamento de bases de dados, ou investimento para melhorar a eficácia do sistema. Vamos longe, vamos, com esta atitude.

A lista

Como tem acontecido nos últimos anos, uma vez mais o Jornal de Negócios está a publicar diariamente um ranking dos mais poderosos em Portugal. Trata-se de um exercício subjectivo, que evidentemente não é para ser levado muito a sério, mas ainda assim que vou seguindo com alguma curiosidade. O ranking, mais do que a verdadeira hierarquia de poder em Portugal, inevitavelmente difícil de aferir, oferece-nos um instrumento que permite perceber uma determinada percepção do poder.

Palavras duras

Mas longe de constituírem uma injustiça.

BANIF: dar o exemplo [2]

Ontem, pela primeira vez desde que as acções do aumento de capital do BANIF estão a ser transaccionadas, os títulos fecharam a subir. Será que os brilhantes administradores anteriormente referidos aproveitaram uma vez mais a oportunidade para fazer mais uns cobres?
Afinal, a vidinha custa a todos e a sua confiança no futuro do banco não é à prova de bala. Como diz o povo, mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.
P.S. -- Uma dúvida: os editorialistas e os comentadores dos jornais de economia, sempre tão duros com os políticos, pronunciaram-se sobre isto, ou o assunto não lhes mereceu três segundos da sua preciosa atenção?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Rui Machete, a FLAD e os EUA [2]

A propósito de baixa política, vil e soez, vale a pena ler o que escreveu Correia de Campos. Começa a ser curioso que a defesa de Machete, por assim dizer, surja pela mão de pessoas do PS, ou próximas do PS, e não por figuras relevantes do PSD. Na linha de Churchill, diria que essas estão no campo dos inimigos e não dos adversários.
P.S. -- António Capucho, uma vez mais, é patético, e a memória aconselha uma certa dose de paciência.

Em destaque [13]

Gary Clark Jr., Blak and Blu

domingo, 11 de agosto de 2013

Allez, allez, Sporting allez

Prontos para iniciar a época 2013/2014...
Foto: Rui Gaudêncio (Público).

Em destaque [12]

João Pedro George, O que é um escritor maldito? (Verbo, 2013).

Se o primeiro-ministro...

...estivesse a desempenhar funções oficiais nada haveria para dizer. O protesto seria totalmente legítimo. Estando de férias, o protesto ultrapassa a fronteira do razoável, como qualquer pessoa com um mínimo de bom senso percebe.

Vil e soez

"Quando o PS voltar ao Governo, se essa lei ainda estiver em vigor, será uma das primeiras leis que nós revogaremos para devolver essa parte dessas pensões e dessas reformas aos portugueses que a merecem", disse António José Seguro.
Quem governa está permanentemente a estabelecer equilíbrios entre diferentes prioridades. Seguro, obviamente, pode dar primazia a um mix diferente do actual Governo. Pode e deve, uma vez que o PS se deve afirmar como alternativa governativa. E se o PS ganhar as próximas eleições legislativas terá legitimidade política para rever as prioridades, como é óbvio (ainda que altamente constrangido pelo quadro externo e pela situação do país).
Dito isto, é politicamente pouco sério dar as boas notícias e omitir as más. Diria até que é desonesto. Seguro afirma que revogará a lei. Certo. Está no seu direito. Mas os bens são escassos. Para o fazer terá de incorporar no seu Orçamento do Estado esse acréscimo de despesa. Logo, o PS vai aumentar impostos ou cortar na despesa? Muito concretamente, que despesa específica pensa o PS cortar?
A alguém que repudia a política vil e soez exige-se total seriedade política nas promessas que faz. Total transparência. Se o actual -- e os futuros governos -- têm obrigatoriamente de colocar a despesa do Estado em níveis sustentáveis, como é que Seguro se propõe alcançar esse objectivo?