José Ortega y Gasset: "Yo soy yo y mi circunstancia". Liberdade e destino. A vida é isto, o que não é pouco.
sábado, 9 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
O mundo está perigoso [2]
Longe vão os tempos em que não havia na comunicação social uma única notícia desagradável para o Grupo Espírito Santo (GES). Agora sucedem-se umas atrás das outras. Mais. O impensável aconteceu: Ricardo Salgado viu a sua liderança colocada em causa publicamente por José Maria Ricciardi. Repito, pública e assumidamente. Quem diria?
Evidentemente, nada será como antes no GES. Ricardo Salgado poderá terminar o seu mandato na data prevista, mas ainda que assim seja -- será? -- tudo mudou esta semana.
Isto dito, é altamente improvável que se repita no GES o que se passou no Millennium BCP. Se outra razão não existisse porque o precedente mostra como seria a descida ao inferno. Acresce que, sendo a estrutura accionista do GES dominada pela família Espírito Santo, tal significa que dificilmente os desentendimentos escaparão ao controlo.
Uma coisa é certa: de facto, o mundo está mesmo perigoso...
Evidentemente, nada será como antes no GES. Ricardo Salgado poderá terminar o seu mandato na data prevista, mas ainda que assim seja -- será? -- tudo mudou esta semana.
Isto dito, é altamente improvável que se repita no GES o que se passou no Millennium BCP. Se outra razão não existisse porque o precedente mostra como seria a descida ao inferno. Acresce que, sendo a estrutura accionista do GES dominada pela família Espírito Santo, tal significa que dificilmente os desentendimentos escaparão ao controlo.
Uma coisa é certa: de facto, o mundo está mesmo perigoso...
Moçambique: falta de bom senso
Totalmente de acordo com Francisco Seixas da Costa. Falta de bom senso, para não dizer outra coisa.
Guiné-Bissau
"A return to normalcy is impossible without serious efforts regarding the security sector reform and the fight against drug trafficking. (...) None of this is possible without a strong and lasting commitment from the international community. Bissau-Guineans are unable to do so by themselves. Political stability and economic prosperity will be impossible without successful efforts at both levels -- SSR and drug trafficking. Otherwise Guinea-Bissau is doomed to be a failed state".
Eis o que penso e que disse a um jornalista.
Eis o que penso e que disse a um jornalista.
Estes atrasados mentais,...
...estúpidos como são, ainda não perceberam que as suas palavras não atingem apenas as elites. Atingem todos os portugueses e são ofensivas para todos os portugueses. Como é que isto é útil e positivo para Angola é para mim um mistério.
O problema europeu...
...não é o poder da Alemanha. É a fraqueza da França. Ou as duas coisas, se se quiser. Uma coisa é certa, o estado clínico francês não augura nada de bom, para os próprios e por extensão para terceiros.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O pior já passou...
...diz Miguel Poiares Maduro, o ministro que trouxe a tropa toda de Paulo Rangel para o Governo e que tão bons resultados tem vindo a produzir. Se ele o diz, quem somos nós para duvidar. Basta, aliás, olhar para o próximo Orçamento do Estado para ver como o pior já passou. Repita comigo, caro leitor, o pior já passou. Repita as vezes que for necessário até acreditar nas palavras que está a dizer. Mais tarde ou mais cedo, a realidade acabará por se formatar à sua língua de pau.
Portugal e Angola: condenados a entender-se [10]
"Manuel Vicente não consta como arguido, nem foi suspeito, no inquérito em apreciação". Nova confirmação?
Grande Ministério Público. É um orgulho e uma honra ter uma instituição como esta, que tanto nos prestigia a todos. Cada vez que penso num exemplo de eficácia e eficiência, o Ministério Público é a instituição que me ocorre de imediato. Uma máquina perfeitamente oleada, onde não há uma peça fora do sítio. Tudo, absolutamente tudo, é feito para servir os cidadãos e o Estado em nome dos mais altos princípios. Dá gosto ver esta rapaziada a trabalhar.
Grande Ministério Público. É um orgulho e uma honra ter uma instituição como esta, que tanto nos prestigia a todos. Cada vez que penso num exemplo de eficácia e eficiência, o Ministério Público é a instituição que me ocorre de imediato. Uma máquina perfeitamente oleada, onde não há uma peça fora do sítio. Tudo, absolutamente tudo, é feito para servir os cidadãos e o Estado em nome dos mais altos princípios. Dá gosto ver esta rapaziada a trabalhar.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Onde anda Rui Machete?
José Cesário é quem dá a cara na questão dos raptos dos portugueses em Moçambique. Paulo Portas vai ao Fórum Macau, mas acompanhado pelo SENEC, Luís Campos Ferreira. Quanto a Rui Machete, pura e simplesmente, quase que não existe política e diplomaticamente. Penoso. Muito penoso.
Vamos a votos? [5]
Leio a entrevista de Pedro Rodrigues, na esperança, porventura, de encontrar alguma coisa que me faça mudar de opinião, ou ter uma leitura mais benévola. Pura ilusão. Sucedem-se os chavões e as frases ocas. Não encontro absolutamente nada de motivante e que justifique o voto na sua candidatura. Pedro Rodrigues ao mesmo tempo que diz que o PSD não foi capaz de "escolher os melhores candidatos" autárquicos afirma igualmente que Fernando Seara teria sido o seu candidato. Reconhece que se enganou em relação a Pedro Passos Coelho. Ainda bem que o faz. Só que há um problema com a sua admissão de erro. Afinal, quem se engana uma vez, seguramente poderá voltar a enganar-se de novo em questões cruciais.
Pedro Rodrigues quer discutir as políticas do Governo. Certo. É um objectivo totalmente legítimo e imagino que Miguel Pinto Luz deseja igualmente, na medida do possível, dar o seu contributo. Há, no entanto, uma diferença estrutural entre a candidatura de um e outro. É que, como demonstra a galeria de notáveis -- e menos notáveis -- que apoia o ex-chefe de gabinete de Miguel Poiares Maduro, a sua candidatura à Distrital de Lisboa do PSD é um tubo de ensaio claramente hostil a Pedro Passos Coelho. Pura e simplesmente, ele nunca será um soldado disciplinado e leal do primeiro-ministro. Propenso a enganos, como vimos, Pedro Rodrigues já terá percebido que esta candidatura foi um erro.
Pedro Rodrigues quer discutir as políticas do Governo. Certo. É um objectivo totalmente legítimo e imagino que Miguel Pinto Luz deseja igualmente, na medida do possível, dar o seu contributo. Há, no entanto, uma diferença estrutural entre a candidatura de um e outro. É que, como demonstra a galeria de notáveis -- e menos notáveis -- que apoia o ex-chefe de gabinete de Miguel Poiares Maduro, a sua candidatura à Distrital de Lisboa do PSD é um tubo de ensaio claramente hostil a Pedro Passos Coelho. Pura e simplesmente, ele nunca será um soldado disciplinado e leal do primeiro-ministro. Propenso a enganos, como vimos, Pedro Rodrigues já terá percebido que esta candidatura foi um erro.
Ter vergonha, tarde de mais
Aparentemente, Silva Lopes recebe quatro pensões, incluindo uma de sobrevivência (ver o jornal i). "Tenho vergonha", diz ele.
Caro leitor, esclareça-me por favor: alguém é obrigado, por lei, a receber uma pensão de sobrevivência? Em alternativa, há algum impedimento a que essa pensão seja doada na íntegra a uma ou várias IPSS?
Caro leitor, esclareça-me por favor: alguém é obrigado, por lei, a receber uma pensão de sobrevivência? Em alternativa, há algum impedimento a que essa pensão seja doada na íntegra a uma ou várias IPSS?
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Europeias: bastidores
Uma breve leitura dos jornais nos últimos dias, bem como algumas referências nas redes sociais, confirmam que começou a guerra pelos lugares nas listas partidárias para o Parlamento Europeu. Não faltarão nomes a partir de agora, alguns para queimar, outros para testar, e outros ainda para pressionar António José Seguro e Pedro Passos Coelho.
Estamos a apenas sete meses das eleições europeias, compreende-se por isso a agitação. Seguro e Passos Coelho não terão seguramente as listas fechadas, mas já terão algumas ideias sobre quem quererão ver a encabeçar as respectivas listas. Porventura até já terão começado a sondar alguns eventuais candidatos a candidatos. Os sinais de fumo que vemos nos jornais são a face visível da crescente agitação subterrânea.
Estamos a apenas sete meses das eleições europeias, compreende-se por isso a agitação. Seguro e Passos Coelho não terão seguramente as listas fechadas, mas já terão algumas ideias sobre quem quererão ver a encabeçar as respectivas listas. Porventura até já terão começado a sondar alguns eventuais candidatos a candidatos. Os sinais de fumo que vemos nos jornais são a face visível da crescente agitação subterrânea.
Chega de conversa fiada
António José Seguro tem toda a razão. Chega de conversa fiada. Escutemos, portanto, as alternativas que o PS tem para apresentar.
P.S. -- O silêncio ensurdecedor não se deve a qualquer falha no sistema de som.
P.S. -- O silêncio ensurdecedor não se deve a qualquer falha no sistema de som.
Ironias
O soldado disciplinado e leal apela à indisciplina das empresas. Um autêntico revolucionário, não tarda nada.
Devia ser Natal todos os dias
Se hoje fosse 1 de Abril pensaria que era a mentira do dia. Na Venezuela a realidade ultrapassa a ficção. A primeira reacção é um sorriso, porventura até uma certa atitude trocista. Mas depois lê-se a notícia e a realidade vai caindo sobre nós. É muito triste o que está a acontecer aos venezuelanos, aos que votaram em Maduro -- há maduros em todo o lado, pelos vistos -- e aos outros.
Snowden: persona non grata
A Alemanha rejeitou dar asilo político a Edward Snowden. Fez bem. Se o fizesse abriria seguramente uma grave crise nas relações transatlânticas e em particular na relação bilateral entre os EUA e a Alemanha, uma vez que o acto seria sempre lido por Washington como politicamente hostil. É certo que Angela Merkel tem razões de queixa, conhecidas que foram as escutas da NSA. Isto dito, dar asilo político a Snowden nada resolveria, antes pelo contrário.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
O regresso de Sócrates?
Elementos próximos do ex-primeiro-ministro não excluem nenhum cenário. Nem a possibilidade de regressar à liderança do PS, refere Luís Claro, no i. Em suma, o que já aqui tinha notado.
Audiência nula?
Quando começaram os monólogos de José Sócrates na RTP1, durante algumas semanas a comunicação social andou entretida a noticiar as audiências da coisa. Como Marcelo Rebelo de Sousa o bateu aos pontos e com distinção, três ou quatro semanas depois essa informação deixou de aparecer no radar. Passados alguns meses desde que começaram os monólogos, além de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento, quem mais vê a coisa? Ainda há audiência, certo? Pouca, mas alguma ou não?
Aceitam-se candidaturas para comissário europeu
Miguel Poiares Maduro será o favorito de Pedro Passos Coelho para comissário europeu, avança hoje o Diário Económico. Se o Diário Económico o diz, quem sou eu para o contestar. Pessoalmente até iria mais longe. Seria um justo prémio, por relevantes serviços prestados nos últimos meses. Acresce que Poiares Maduro poderia sempre levar consigo a sua tropa, ou a tropa de Rangel, se o leitor preferir, toda para Bruxelas. Pedro Lomba incluído. Não esquecer igualmente Pedro Rodrigues.
Esta suposta promoção, por acaso, até soa a despromoção. Numa altura em que o ministro tem o pilim dos fundos comunitários para distribuir, seria precisamente nesse momento que rumaria para Bruxelas, por opção pessoal ou do primeiro-ministro? Quem quer correr com ele: o próprio, Passos Coelho, ou terceiros?
Por último, mas não em último, o que levaria o primeiro-ministro a lançar Poiares Maduro para Bruxelas, consciente de que tal o obrigaria a uma remodelação em altura imprópria?
Poiares Maduro tem o melhor currículo e o melhor perfil para ocupar o cargo, dizem as fontes escutadas pelo Diário Económico. Se o Diário Económico o diz, quem sou eu para o contestar.
Esta suposta promoção, por acaso, até soa a despromoção. Numa altura em que o ministro tem o pilim dos fundos comunitários para distribuir, seria precisamente nesse momento que rumaria para Bruxelas, por opção pessoal ou do primeiro-ministro? Quem quer correr com ele: o próprio, Passos Coelho, ou terceiros?
Por último, mas não em último, o que levaria o primeiro-ministro a lançar Poiares Maduro para Bruxelas, consciente de que tal o obrigaria a uma remodelação em altura imprópria?
Poiares Maduro tem o melhor currículo e o melhor perfil para ocupar o cargo, dizem as fontes escutadas pelo Diário Económico. Se o Diário Económico o diz, quem sou eu para o contestar.
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