José Ortega y Gasset: "Yo soy yo y mi circunstancia". Liberdade e destino. A vida é isto, o que não é pouco.
domingo, 24 de novembro de 2013
Candidatos a candidatos
Parece que Paulo Rangel anda nervoso, uma vez que ainda ninguém lhe deu um sinal sobre a sua eventual recandidatura ao Parlamento Europeu. Tem duas soluções. A primeira passa por telefonar a Miguel Poiares Maduro, entre outros que por lá andam no Governo, para ver se intercedem por si. Muita da sua antiga tropa faz parte do Governo e imagino que isso para alguma deve servir. Essa rapaziada não muda seguramente de lealdade como quem muda de camisa e, consequentemente, ainda hoje devem ter por ele enorme estima e admiração. Altura, portanto, para o demonstrar fazendo lobby a seu favor. A segunda opção passa por tomar um Xanax. Talvez seja a mais prudente, sobretudo se pensar que a malta já mudou mesmo de camisa...
Indignações selectivas
Guilherme d'Oliveira Martins foi reconduzido para um novo mandato como presidente do Tribunal de Contas. Os indignados do costume com as nomeações deste Governo desta vez ficaram calados. O silêncio selectivo é muito simples de perceber. Se o nomeado for do PS está tudo bem, a escolha é pacífica e o currículo acima de qualquer dúvida. A rapaziada só se indigna quando o escolhido é do PSD. Pior ainda se substitui -- ó escândalo dos escândalos -- alguém do PS. Esta tropa acha que somos todos tolos e que andamos todos a dormir.
sábado, 23 de novembro de 2013
As coisas são como são
Uma das características mais negativas da comunicação social portuguesa é a utilização de espaços de opinião (e não só), nos jornais, rádios e televisões, inclusivé por jornalistas, como coutadas para gerir as suas redes de influência. A regra é simples: ao sabor das conveniências e simpatias pessoais, elogiam-se amigos, criticam-se adversários e inimigos.
Que isto aconteça nos blogues não me aquece nem me arrefece. Os bloggers não estão vinculados às regras deontológicas que os jornalistas supostamente deveriam estar. Os jornalistas, porém, reclamam para si um estatuto profisisonal com regras claras. Se o problema se colocasse apenas nos espaços de opinião até se poderia tentar desvalorizar o fenómeno. Porém, tal como as metástases, a coisa alastra por o todo o lado. Num cenário destes, como é que os jornalistas querem ser levados a sério?
Que isto aconteça nos blogues não me aquece nem me arrefece. Os bloggers não estão vinculados às regras deontológicas que os jornalistas supostamente deveriam estar. Os jornalistas, porém, reclamam para si um estatuto profisisonal com regras claras. Se o problema se colocasse apenas nos espaços de opinião até se poderia tentar desvalorizar o fenómeno. Porém, tal como as metástases, a coisa alastra por o todo o lado. Num cenário destes, como é que os jornalistas querem ser levados a sério?
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Acto simbólico
Sorte a nossa, quanto ao simbolismo. Na próxima, em vez de subirem as escadarias com a conivência das forças de segurança presentes e em serviço, pode ser que lhes dê para simbolicamente, claro, incendiarem viaturas ou contentores do lixo, como qualquer reles delinquente. Já andou mais longe.
Guerra das estrelas
Há dois ou três anos que literalmente não via a Quadratura do Círculo. Vi ontem. Constato que Pacheco Pereira continua exactamente com os mesmos tiques. Ele está do lado Certo, imagino que com maiúscula. Ele está do lado Bom da Força. Ele detém a Verdade. O resto são tudo uns crápulas, uns mentirosos, uns cínicos. António Lobo Xavier tem uma paciência do... (introduzir vernáculo da pesada).
Demissão anunciada
Não creio que se pudesse encontrar outra solução que não passasse pelo convite à demissão do director nacional da PSP e imagino que foi isso que o MAI Miguel Macedo fez na reunião que teve com Paulo Valente Gomes. Ontem foi evidente que as forças de segurança presentes na Assembleia da República toleraram a invasão das escadarias, algo que no passado, sempre que quiseram, conseguiram evitar. Independentemente dos motivos de queixa que estes ou outros manifestantes possam ter, o que se passou ontem no Parlamento é inadmissível. Inadmissível, ponto.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Como diria o outro [3]
Mais um que abandona, assim como quem não quer a coisa, o barco. Pacheco Pereira, cada vez mais, o idiota útil que fica a segurar o microfone enquanto Mário Soares ataca o PSD, de Cavaco Silva a Passos Coelho. Grande Pacheco Pereira.
Como diria o outro [2]
Perante as deserções que se avolumam, José Pacheco Pereira assume, cada vez mais, o papel de idiota útil. Na verdade até é muito inútil, mas essa conversa fica para outra altura.
Espelho, espelho meu
João Cardoso Rosas pede mais honestidade intelectual ao que designa de nova direita, entidade essa que aparentemente está no poder. Intelectualmente honesto, Rosas não refere um único nome dessa nova direita que possamos ter como referência para perceber de que direita se trata, se realmente está mesmo no poder, e se é minimamente representativa. Como refutar, em última instância, uma acusação que não identifica o alvo?
Naturalmente, por uma questão de honestidade intelectual, Rosas não se cansa de lembrar que faz parte do conselho coordenador do Laboratório de Ideias do PS. Faz bem, em nome dessa transparência e desses altos padrões que defende. Adiante. Rosas entende que a tal nova direita sem rosto apresenta argumentos empíricos duvidosos, por exemplo em relação ao salário mínimo. Confesso que essa não é a minha praia. Leio, por isso, sempre com muita atenção o que escreve Luís Aguiar-Conraria. Atendendo ao que já aprendi com ele -- o que escreveu sobre o salário mínimo leva-me, no mínimo, a suspeitar de que fará parte dessa tal nova direita --, nesta como noutras matérias, só posso dar o meu tempo por bem empregue. E uma das coisas que aprendi com ele é que, no domínio do salário mínimo, por exemplo, as questões são um pouco mais complexas do que se possa pensar à primeira vista, e que as simplificações poderão ser úteis para o combate político, mas para um debate intelectualmente honesto ajudam pouco.
Mas por falar em ajuda, como se imagina, a nova direita sem rosto não está no poder para ajudar ninguém. O seu objectivo é um e um apenas: reduzir drasticamente o Estado social e vender isto tudo aos grandes interesses económicos por tuta e meia. Isto é tão evidente que quem disser o contrário é intelectualmente desonesto.
Naturalmente, por uma questão de honestidade intelectual, Rosas não se cansa de lembrar que faz parte do conselho coordenador do Laboratório de Ideias do PS. Faz bem, em nome dessa transparência e desses altos padrões que defende. Adiante. Rosas entende que a tal nova direita sem rosto apresenta argumentos empíricos duvidosos, por exemplo em relação ao salário mínimo. Confesso que essa não é a minha praia. Leio, por isso, sempre com muita atenção o que escreve Luís Aguiar-Conraria. Atendendo ao que já aprendi com ele -- o que escreveu sobre o salário mínimo leva-me, no mínimo, a suspeitar de que fará parte dessa tal nova direita --, nesta como noutras matérias, só posso dar o meu tempo por bem empregue. E uma das coisas que aprendi com ele é que, no domínio do salário mínimo, por exemplo, as questões são um pouco mais complexas do que se possa pensar à primeira vista, e que as simplificações poderão ser úteis para o combate político, mas para um debate intelectualmente honesto ajudam pouco.
Mas por falar em ajuda, como se imagina, a nova direita sem rosto não está no poder para ajudar ninguém. O seu objectivo é um e um apenas: reduzir drasticamente o Estado social e vender isto tudo aos grandes interesses económicos por tuta e meia. Isto é tão evidente que quem disser o contrário é intelectualmente desonesto.
Demitam o demissor, se conseguirem
Todos têm direito a ter a sua opinião, desde que concordem comigo. Se não concordarem comigo nesse caso não têm legitimidade democrática. A legitimidade democrática não se obtém através do sufrágio universal, e do voto directo e secreto, mas sim através de plenários. Os plenários são o meio por excelência para aferir a vontade legítima do Povo. Refiro-me, naturalmente, aos plenários que são organizados e controlados por mim. Os outros, aqueles que ousam divergir, na verdade fazem parte de correntes autoritárias e anti-democráticas. Os verdadeiros democratas concordam sempre comigo e têm o direito e a obrigação de expressar a sua, a minha, opinião. Em última instância, a discordância e a dissidência relativamente à minha pessoa é anti-constitucional. Quem ousar dizer, ou pensar, o contrário deve ser relegado, por todos os meios, para a penumbra da ilegitimidade democrática. Fascismo nunca mais. Viva a democracia.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Da azia
"Treinei o verdadeiro Ronaldo, não este". Saia um frasco de sais de fruto para a mesa do canto, se faz favor.
Programa cautelar [5]
Tudo muito previsível. António José Seguro, pura e simplesmente, não tem mão nesta tropa.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Até nisto o Governo...
...parece que está apostado em assegurar sempre a máxima antipatia. Será que a receita perdida era assim tão grande que não pudesse acomodar um sinal cujo valor é sobretudo simbólico?
Uma dúvida
O que faz correr Silva Peneda?
Sabemos, ou julgamos saber, dando apenas dois exemplos, o que faz correr Marcelo Rebelo de Sousa ou José Sócrates. E Silva Peneda, o que é que o faz correr?
Alguma coisa é, de certeza absoluta, tendo em conta as suas inúmeras intervenções nas diversas plataformas da comunicação social. Por este andar, não tarda nada e publica um livro...
Sabemos, ou julgamos saber, dando apenas dois exemplos, o que faz correr Marcelo Rebelo de Sousa ou José Sócrates. E Silva Peneda, o que é que o faz correr?
Alguma coisa é, de certeza absoluta, tendo em conta as suas inúmeras intervenções nas diversas plataformas da comunicação social. Por este andar, não tarda nada e publica um livro...
Programa cautelar [4]
Sim, sem dúvida. Ai aguenta, aguenta, mas apesar de ter opiniões sobre tanta coisa, sobre essa não há bitaites.
Banana Republic
Isto é uma festa. Tudo se diz. Tudo se faz. Uma autêntica república das bananas. Uma vergonha.
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