Confesso que nem sei o que é mais ridículo: [1] estar a lembrar para efeitos políticos um facto ocorrido há 25 anos; [2] por ignorância ou por má-fé contar a história de forma parcial e necessariamente distorcida; ou [3] tudo isto ser colocado na agenda política, para não ir mais longe, por um partido -- como é o caso do PCP -- que nunca foi capaz de criticar a conduta da União Soviética na Hungria em 1956 ou na Checoslováquia em 1968. Um partido que viu a queda do Muro de Berlim em 1989 como uma catástrofe e que é incapaz de dizer uma palavra sobre a Coreia do Norte ou sobre Cuba tem a suprema lata de se colocar num pedestal moral?
Esta gente não tem vergonha nenhuma na cara?
José Ortega y Gasset: "Yo soy yo y mi circunstancia". Liberdade e destino. A vida é isto, o que não é pouco.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Trial test
Gosto de responder a questionários e a testes. Nessa perspectiva, aqui vai: segundo vejo na capa do Sol, Pedro Passos Coelho prepara-se para manter Paulo Rangel na lista de candidatos do PSD ao Parlamento Europeu. A ser verdade, julgo que faz muito bem. Estou dispensado, portanto, de votar no PSD nas próximas eleições europeias.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Guiné Equatorial e CPLP: de membro associado à adesão plena?
Esta semana decorreu uma conferência na Universidade Lusíada sobre o processo de adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na qual participou, entre outros, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação (SENEC), Luís Campos Ferreira. Devo dizer que gostei muito de ouvir. Por uma razão muito simples. Nestas ocasiões muitas vezes quem tem funções institucionais opta por falar sem dizer nada, com intervenções muito redondas e ocas de conteúdo. Não foi o caso de Luís Campos Ferreira que não poderia ter sido mais directo, com uma mensagem clara e estruturada, ainda que, naturalmente, preservando um espaço de incerteza que lhe dá a si e a Portugal margem de manobra diplomática.
Perante o embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, José Chubum, o SENEC colocou a questão no devido lugar, digamos que para memória futura. Luís Campos Ferreira foi muito claro, aliás sabendo que as suas palavras não deixarão de ter eco nas diversas capitais dos Estados-membros da CPLP: a Guiné Equatorial tem "um caminho a percorrer, quer na promoção e uso efectivo da língua portuguesa, quer em matéria de direitos humanos, designadamente a adopção de uma moratória sobre a pena de morte". Trocado por miúdos, a Guiné Equatorial tem cerca de seis meses para apresentar resultados concretos e substantivos em duas frentes, i.e. no uso efectivo da língua portuguesa e na adopção de uma moratória sobre a pena de morte. Dito ainda de outro modo, o caminho não está percorrido e a decisão a tomar na cimeira de Díli não está fechada. Sem resultados nessas duas frentes a Guiné Equatorial terá uma vez mais dificuldades substantivas para convencer os Estados-membros da CPLP, entre eles Portugal, a aceitá-la como membro de pleno direito. A decisão, recordo, terá de ser tomada por unanimidade.
Luís Campos Ferreira, no entanto, foi mais longe em dois aspectos de natureza táctica que, do ponto de vista diplomático, são importantes. Em primeiro lugar procurou afastar-se de uma posição de mero bloqueador, de factor passivo de resistência, salientando que Portugal está "decidido a colaborar proactivamente" no processo. Ou seja, naquilo que puder, não será seguramente por causa de Portugal que a Guiné Equatorial não aderirá à CPLP. Esta é uma abordagem que faz todo o sentido, se se tiver em conta que Portugal tem sido acusado on e off the record, pelos mais diversos protagonistas, de ser o único travão à adesão da Guiné Equatorial. Este isolamento, há que o reconhecer, do ponto de vista diplomático, não oferece grandes vantagens.
Em segundo lugar, ao mesmo tempo que acentuava a posição proactiva de Portugal, Luís Campos Ferreira transferia para a Guiné Equatorial a responsabilidade e a iniciativa no processo. Como disse numa metáfora futebolística, "a bola está do lado da Guiné Equatorial. Neste desafio, pode contar com o apoio empenhado e construtivo de Portugal, mas terá de ser a Guiné Equatorial a marcar golo". Dito de outra maneira, se a Guiné Equatorial não fizer o trabalho de casa -- e há ainda quantitativa e qualitativamente trabalho de casa para fazer --, ninguém o poderá fazer por si.
Ora, a seis meses da cimeira de Díli, o relógio continua a sua imparável contagem decrescente. De certo modo, aproximamo-nos a grande velocidade de uma parede. Nós podemos ajudar a Guiné Equatorial a derrubar essa parede, mas ninguém o pode fazer por si. Luís Campos Ferreira não poderia ter sido mais claro. Ainda bem.
Luís Campos Ferreira, no entanto, foi mais longe em dois aspectos de natureza táctica que, do ponto de vista diplomático, são importantes. Em primeiro lugar procurou afastar-se de uma posição de mero bloqueador, de factor passivo de resistência, salientando que Portugal está "decidido a colaborar proactivamente" no processo. Ou seja, naquilo que puder, não será seguramente por causa de Portugal que a Guiné Equatorial não aderirá à CPLP. Esta é uma abordagem que faz todo o sentido, se se tiver em conta que Portugal tem sido acusado on e off the record, pelos mais diversos protagonistas, de ser o único travão à adesão da Guiné Equatorial. Este isolamento, há que o reconhecer, do ponto de vista diplomático, não oferece grandes vantagens.
Em segundo lugar, ao mesmo tempo que acentuava a posição proactiva de Portugal, Luís Campos Ferreira transferia para a Guiné Equatorial a responsabilidade e a iniciativa no processo. Como disse numa metáfora futebolística, "a bola está do lado da Guiné Equatorial. Neste desafio, pode contar com o apoio empenhado e construtivo de Portugal, mas terá de ser a Guiné Equatorial a marcar golo". Dito de outra maneira, se a Guiné Equatorial não fizer o trabalho de casa -- e há ainda quantitativa e qualitativamente trabalho de casa para fazer --, ninguém o poderá fazer por si.
Ora, a seis meses da cimeira de Díli, o relógio continua a sua imparável contagem decrescente. De certo modo, aproximamo-nos a grande velocidade de uma parede. Nós podemos ajudar a Guiné Equatorial a derrubar essa parede, mas ninguém o pode fazer por si. Luís Campos Ferreira não poderia ter sido mais claro. Ainda bem.
Pequenos raios de luz [9]
Bem sei que, para alguns, a notícia é profundamente desagradável. Mario Draghi, se não tem cuidado, ainda é corrido à paulada.
O partido político que...
...não pedia a demissão de ministros, no fundo, não faz outra coisa. Nesta, como noutras matérias, parece-me uma posição coerente. E pronto. É isto que temos como alternativa.
Rui Rio: quo vadis? [3]
O tempo que nós passamos a discutir não-assuntos (I e II). A candidatura de Rui Rio à liderança do PSD, por exemplo. Só se fosse louco é que avançaria nas directas de Janeiro de 2014.
Tanto quanto consigo perceber, o seu calendário político contemplará sempre o ciclo posterior à liderança de Pedro Passos Coelho, o que pode ser já em 2014, ou eventualmente em 2015, admitindo como hipótese teórica que o actual primeiro-ministro poderá perder as próximas eleições legislativas. Rui Rio tem, por isso, de preencher o espaço e de se começar a posicionar nos diversos tabuleiros: partidário, político, mediático, entre outros. Nada disto se faz da noite para o dia. No mínimo dos mínimos, exige a formulação de uma estratégia, a constituição de equipas e, sobretudo, tempo. Rui Rio sabe isto melhor do que ninguém e seguramente melhor do que eu. Na política como na vida, a paciência é uma virtude, por muito que isso custe a alguns dos seus acólitos.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Teresa Leal Coelho: abordagem totalmente errada
A reacção pública era a pior das hipóteses. Ao fazê-lo deu espaço mediático acrescido à iniciativa, acusou o toque e reconheceu-o implicitamente, e em última instância valorizou-a. O silêncio teria sido o caminho mais sensato.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Ronaldo, amigo
Faz-nos um enorme favor, pá. Não metas os pés na cerimónia de atribuição da Bola de Ouro. E se ganhares recusa a merda do caneco. Tu és o maior, pá, não precisas daquilo para nada.
Ucrânia: a linha da frente
O assunto recebe da parte da opinião pública portuguesa uma atenção relativamente marginal. É, no entanto, desde o final da Guerra Fria, a grande incógnita e a linha da frente da guerra surda entre a União Europeia e a Rússia. Cerca de 15 anos depois, estamos mais ou menos no ponto de partida, sem que seja claro para que lado se voltará a Ucrânia.
No fundo, o debate sobre a estratégia da UE para a Ucrânia é mais vasto e ultrapassa esta questão em particular. Velhos debates, velhas discussões...
No fundo, o debate sobre a estratégia da UE para a Ucrânia é mais vasto e ultrapassa esta questão em particular. Velhos debates, velhas discussões...
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Para memória futura
Nuno Crato terminou hoje as suas funções como ministro. A partir de agora está apenas a ocupar o cargo e a fazer figura de corpo presente. É uma das maiores decepções dos últimos dois anos e, pela minha parte, atingiu o ponto de não retorno.
Qatar: mérito e demérito
"O mérito é da MSF", salientou Paulo Portas. Não tenho dúvida nenhuma de que assim é. Quem não teve mérito nenhum na matéria, seguramente, foi o sempre muito ocupado embaixador de Portugal no Qatar, Fernando Araújo. Assumindo, naturalmente, que teve tempo e disponibilidade para responder a eventuais emails da MSF que lhe possam ter sido dirigidos.
CTT: pequenos detalhes
Imagino que a minha carta foi enviada por correio normal e não por correio azul, uma vez que a recebi apenas na segunda fase da privatização. Se estivesse à espera da carta para comprar acções dos CTT ficava desde logo prejudicado nas condições de rateio. De duas, uma. Ou alguém preparou esta iniciativa tardiamente, ou então é um monumento vivo e a cores à eficiência da empresa. De uma forma ou de outra, queria agradecer publicamente a Francisco de Lacerda a preocupação que colocou em me escrever. Não é todos os dias que se recebe correspondência de um CEO.
Portugal alemão
Esta pseudo-polémica, totalmente artificial, só existe na comunicação social. Admito que Bruno Maçães possa ter sido menos feliz na forma como se expressou. Talvez tenha sido, não sei. Mas ainda que o tenha sido, não vale a pena deturpar a posição portuguesa, que aliás em nada mudou com a sua nomeação. Maçães limita-se a manter a posição anteriormente seguida por Miguel Morais Leitão, que tanto quanto me lembro ninguém criticou por expressar um "Portugal alemão". Obviamente, mais do que as suas palavras, o alvo é o próprio Maçães que alguns querem fragilizar politicamente. Não considero, que isso fique bem claro, que a sua escolha tenha sido particularmente feliz, mas a sua posição é um não-assunto, apenas alimentado pela agenda politico-partidária.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Allez, allez, Sporting allez [14]
A equipa do Sporting é candidata ao título? Não sei. Ainda vai correr muita água por debaixo das pontes e ainda há muito campeonato por jogar. Aquilo que me interessa, neste momento, é que há uma sintonia muito positiva entre a estrutura dirigente, a equipa técnica e os jogadores, os sócios e os adeptos. Isso é que me parece que deve ser destacado neste momento. Quanto aos jogos, um a um, vamos ultrapassando etapas com serenidade. Hoje William Carvalho fez uma grande exibição e até marcou o primeiro golo contra o Paços Ferreira, num jogo que marcou o regresso de Fredy Montero aos golos. Cédric, Capel e André Martins também fizeram um bom jogo, numa partida em que verdadeiramente ninguém destoou pela negativa. Não diria (ainda) que a equipa respira confiança, ou que os jogos são sempre bem jogados, mas nota-se um crescente à vontade entre as diferentes peças. O Sporting ainda pode e deve evoluir muito, mas a verdade é que há uma consistência de resultados que ninguém esperava no início da época. Nesta altura, na verdade, não se pode pedir mais. Allez, allez, Sporting allez...
Foto: Gustavo Bom (Global Imagens via DN).
[Adenda]
Peço desculpa, mas este tenho de reproduzir com a devida permissão de Zélia Parreira (e de caminho, ler os comentários de Pedro Correia):
O meu consumo...
...de televisão -- SICN, TVI24, RTP Informação e restantes canais generalistas -- tem sido muito reduzido, ou praticamente nulo nalguns casos, nos últimos dois ou três anos. O meu exercício de zapping diário, por regra, não vai para além dos canais FOX, Hollywood, AXN e MOV. Esta madrugada, excepcionalmente, passei os olhos pela SICN e encontrei um programa de António José Teixeira que desconhecia, salvo erro intitulado "A Propósito". O facto de Vítor Bento ser o entrevistado prendeu-me a atenção. Ouvi-o, como sempre, com interesse, até porque acabo sempre por aprender qualquer coisa. Perante um palavroso António José Teixeira, Vítor Bento disse sempre apenas aquilo que queria dizer e não aquilo que o entrevistador queria que ele dissesse, sem grandes manifestações de estados de alma, mas sempre de forma equilibrada e ponderada. Se as nossas elites tivessem mais Vítor Bentos e menos, muito menos, elementos dessa fauna que pululula regularmente pela comunicação social, estaríamos certamente todos melhor.
Europa: regras, direitos, favores
Já aqui e aqui tinha feito referência à agitação subterrânea que começa a agitar o PSD -- no PS a situação será igual -- tendo como pano de fundo as próximas eleições europeias. A edição do Expresso desta semana vai mais longe e toca já no dossier relativo à escolha do próximo comissário europeu a designar por Portugal. Como sempre nomes e candidatos não faltam. Na verdade ninguém sabe ainda quem será o escolhido, mas isso pouco importa. Muito possivelmente nem o primeiro-ministro tem ainda a questão resolvida na sua cabeça. Veremos a seu tempo.
Mas a parte mais deliciosa vem na última página do jornal. Para minha surpresa leio que o PS -- sim, caro leitor, leu bem -- quer escolher o próximo comissário europeu. No Governo ou na oposição, o PS mantém a mesma sede em relação a lugares de topo. A argumentação ensaiada é divina. Primeiro, a questão da legislatura. Segundo, o apoio à renovação do mandato de Durão Barroso. Vamos por partes. Alguém em nome do PS, recorrendo ao off do costume, afirma que o próximo comissário europeu ficará no cargo para além desta legislatura e por isso deve ser alguém indicado pelo PS. Naturalmente, primeiro ponto, estamos a partir do pressuposto de que o PS vencerá as próximas eleições legislativas. No fundo, bem vistas as coisas, talvez nem valha a pena perder tempo a consultar os portugueses. Afinal, a vitória do PS são favas contadas. Segundo ponto, não consigo encontrar um argumento válido para sustentar a tese de que um comissário europeu indicado pelo PSD não conseguirá articular com um eventual Governo liderado pelo PS -- e possivelmente em coligação com o PSD -- posições que defendam, na medida do possível, os interesses de Portugal. Por mero acaso António Vitorino apresentou a sua demissão de comissário europeu quando Durão Barroso foi eleito primeiro-ministro por manifesta incapacidade de se articular com um Governo PSD/CDS? Ou será que a incapacidade de articulação diz respeito apenas a comissários indicados pelo PSD? Esta gente acha que os portugueses são todos tolos?
Mas vamos ao segundo argumento. O Governo de José Sócrates apoiou a renovação do mandato de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia e, nessa medida, o PSD deve 'pagar' o favor. Peço desculpa, mas José Sócrates tinha alternativa? Talvez valha a pena lembrar que o PS ainda ensaiou em 2004, sem sucesso, a tentativa de lançar António Vitorino para a Comissão. Falhada essa tentativa, em 2009 o PS não tinha uma alternativa para apresentar. Nessa medida, o apoio de Sócrates era irrelevante. Em suma, cobrar agora esse suposto 'favor' é treta, pura e dura.
Não estão em causa pessoas em concreto. Não faltam destacados militantes do PS que pessoalmente veria com todo o gosto como comissário europeu se o ciclo político fosse outro. Pura e simplesmente, não é, e a regra não escrita define que quem está no Governo escolhe o comissário europeu, ponto final, parágrafo.
Mas a parte mais deliciosa vem na última página do jornal. Para minha surpresa leio que o PS -- sim, caro leitor, leu bem -- quer escolher o próximo comissário europeu. No Governo ou na oposição, o PS mantém a mesma sede em relação a lugares de topo. A argumentação ensaiada é divina. Primeiro, a questão da legislatura. Segundo, o apoio à renovação do mandato de Durão Barroso. Vamos por partes. Alguém em nome do PS, recorrendo ao off do costume, afirma que o próximo comissário europeu ficará no cargo para além desta legislatura e por isso deve ser alguém indicado pelo PS. Naturalmente, primeiro ponto, estamos a partir do pressuposto de que o PS vencerá as próximas eleições legislativas. No fundo, bem vistas as coisas, talvez nem valha a pena perder tempo a consultar os portugueses. Afinal, a vitória do PS são favas contadas. Segundo ponto, não consigo encontrar um argumento válido para sustentar a tese de que um comissário europeu indicado pelo PSD não conseguirá articular com um eventual Governo liderado pelo PS -- e possivelmente em coligação com o PSD -- posições que defendam, na medida do possível, os interesses de Portugal. Por mero acaso António Vitorino apresentou a sua demissão de comissário europeu quando Durão Barroso foi eleito primeiro-ministro por manifesta incapacidade de se articular com um Governo PSD/CDS? Ou será que a incapacidade de articulação diz respeito apenas a comissários indicados pelo PSD? Esta gente acha que os portugueses são todos tolos?
Mas vamos ao segundo argumento. O Governo de José Sócrates apoiou a renovação do mandato de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia e, nessa medida, o PSD deve 'pagar' o favor. Peço desculpa, mas José Sócrates tinha alternativa? Talvez valha a pena lembrar que o PS ainda ensaiou em 2004, sem sucesso, a tentativa de lançar António Vitorino para a Comissão. Falhada essa tentativa, em 2009 o PS não tinha uma alternativa para apresentar. Nessa medida, o apoio de Sócrates era irrelevante. Em suma, cobrar agora esse suposto 'favor' é treta, pura e dura.
Não estão em causa pessoas em concreto. Não faltam destacados militantes do PS que pessoalmente veria com todo o gosto como comissário europeu se o ciclo político fosse outro. Pura e simplesmente, não é, e a regra não escrita define que quem está no Governo escolhe o comissário europeu, ponto final, parágrafo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

