sábado, 28 de dezembro de 2013

Decisões para 2014 [1]

Manter o espírito crítico -- mais crítico ainda, se possível -- relativamente à comunicação social portuguesa. Não esquecer, em circunstância alguma, a falta de credibilidade de muitos destes personagens.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Guiné-Bissau: a espinha atravessada na garganta

O governo de facto oriundo do golpe de Estado de 2012 nunca escondeu a enorme irritação que lhe causou o facto de Portugal não lhe ter reconhecido legitimidade política. O trauliteiro Fernando Vaz é o ponta de lança que dá corpo a essa enorme irritação. O governo oriundo do golpe militar sabe bem o quão importante é o papel de Portugal. Por isso a posição do Governo português tem sido uma espécie de espinha atravessada na garganta.
Neste jogo, em que a paciência conta muito, o desgaste não é homogéneo e equitativamente distribuído. Portugal pode conviver tranquilamente com o arrastar da situação, o que não é o caso do governo de facto de Bissau. À medida que se vai esgotando a paciência da CEDEAO -- o último presidential statement do presidente do Conselho de Segurança da ONU dá algumas pistas nesse sentido -- o governo oriundo do golpe vai perdendo espaço de manobra, ficando cada vez mais isolado e dependente dos poucos apoios que lhe restam.
As eleições, entretanto, poderão voltar a deslizar no calendário. A confirmar-se, a reacção da comunidade internacional será inevitável. Este governo de facto está num beco com uma saída muito estreita. O primeiro-ministro de Bissau sabe isso, Fernando Vaz também, só alguns idiotas úteis portugueses é que parecem não ter ainda percebido o que para os golpistas foi claro desde a primeira hora.

Zapping blogosférico

[1] Jorge Heitor e [2] Pedro Cruz.

Não sendo proibido noticiar...

...alguém que desvalorize de imediato, se faz favor.

Quotidiano


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Guiné-Bissau: Fernando Vaz

Fernando Vaz é um artista... Desde o golpe de Estado de Abril de 2012 que tem sido o mais feroz crítico das posições assumidas pelo Governo português, por vezes até num estilo grosseiro. "A TAP tem também culpas neste processo", insiste. Evidentemente. Perante a ameaça proferida por um ministro -- repito, um ministro -- de que o avião ficaria retido em Bissau, a resposta razoável, está mesmo a ver-se, era aceitar a retenção do aparelho no local, com o transtorno que isso causaria à empresa e aos passageiros. Isto cabe na cabeça de alguém?
Um "incidente comercial", diz ele. Pois claro. Um incidente comercial com o envolvimento directo, nessa qualidade, de um ministro. Como é que alguém poderia pensar, ou caracterizar, o assunto como um incidente diplomático, ainda que um ministro tenha exigido o embarque?
Um artista, este Fernando Vaz...

Quotidiano


Zapping blogosférico

[1] Vítor Cunha e [2] Filipe Nunes Vicente.

Universo paralelo

Conto de Natal do primeiro-ministro. Presidente que agiu mal. O PS é o único soldado a marchar com o passo certo.

Um pessimismo militante

Há sempre uma razão para desvalorizar as boas notícias. Por um lado foi a forma como se conseguiu aqui chegar, por outro o que ainda falta fazer. Tudo serve para desvalorizar as boas notícias. É óbvio que as boas notícias devem ser recebidas com cautela e com moderação, mas teria sido preferível não as receber?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Guiné-Bissau: de mal a pior

Está canalha acha que somos todos parvos. Este relatório, como era de temer, é uma farsa. Não há um pedido de desculpas, para começar. Depois, tenta co-responsabilizar a TAP. Por último, o ministro, coitadinho, apenas fez o que fez por "motivos de segurança interna" que não se sabe quais são. Mas fica por esclarecer, se se tratava de um problema de segurança interna para a Guiné-Bissau, ao abrigo de que tipo de relação entre Estados amigos é que Bissau passa a bola para Lisboa. No fundo, no fundo, o ministro até foi um patriota e a culpa foi toda da TAP. Esta canalha não presta.

Quotidiano


Como diria Albarran...

...é o horror, o drama, a emoção. Se não lavar os dentes de imediato, caro leitor, o mundo acaba nos próximos 30 segundos.

Zapping blogosférico

[1] Diogo Vaz Pinto e [2] João Pinto Bastos.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Zapping blogosférico

[1] Vital Moreira e [2] Gabriel Silva.

Allez, allez, Sporting allez [17]

Não gosto de falar das arbitragens, em larga medida porque não gosto de explicar os resultados menos conseguidos com base na arbitragem. Desta vez, porém, explicar o empate frente ao Nacional dizendo que a equipa do Sporting fez uma exibição menos conseguida seria uma descrição insuficiente e errada do que se passou em Alvalade. Aquilo que se passou é que assisti a um jogo com uma arbitragem miserável que do princípio ao fim prejudicou a equipa do Sporting. Um nojo. Certo, a exibição da equipa do Sporting não foi uma das melhores. Mas desta vez, ao contrário de jogos anteriores, jogou-se uma partida inteira contra 11+3. Uma arbitragem habilidosa e manhosa, com evidente dualidade de critérios. Repito, um nojo.
Confirma-se, portanto, que a nossa equipa é uma ameaça que está a ser levada muito a sério. Vimos dois pontos irem para o maneta, mas o grupo sai deste jogo mais forte. A partir deste jogo sabemos que vale tudo e que teremos de lutar contra ventos e marés. Nada que não se resolva com redobrada determinação. Mais do que nunca, os sportinguistas estão com a sua equipa. Allez, allez, Sporting allez.
Foto: Álvaro Isidoro (Global Imagens via DN).

sábado, 21 de dezembro de 2013

Os criaditos

No seu artigo de hoje no Público, José Pacheco Pereira nem tenta disfarçar a sua profunda irritação com António José Seguro. A situação não deixa de ser caricata. Temos, então, um militante do PSD que está profundamente insatisfeito com a oposição -- branda, na sua opinião -- do PS ao Governo do seu partido. A linguagem de Pacheco Pereira neste artigo ultrapassa, aliás, a normal cordialidade que deve existir no combate político. Quase histérico, provavelmente próximo de lhe faltar o ar, o traído Pacheco Pereira -- ele que depositava tanta esperança num registo radical da parte do PS -- entende que "Seguro e os seus criaditos diligentes estão ali para servirem as refeições aos que mandam". Espantoso. BE e PCP correm o risco de ser ultrapassados pela esquerda, por surpreendente que possa parecer. No fundo, no mundinho particular de Pacheco Pereira, os políticos são todos uma merda aproveitando-se apenas os happy few da sua facção (e respectivos criaditos). Só ele sabe o que é a Verdade -- com V maiúsculo -- e qual é o lado Certo. Bem sei, a intolerância e o radicalismo nunca foram um espectáculo bonito de se ver.

O problema orçamental

Justiça lhe seja feita. Se há alguém que, de forma repetida e insistente, tem chamado a atenção para a importância do equilíbrio orçamental, em parte devido à evolução da conjuntura europeia, essa pessoa tem sido Luís Amado. Assunto, aliás, que lhe valeu alguns choques políticos com José Sócrates quando ainda era o seu ministro dos Negócios Estrangeiros.
No artigo desta semana publicado na Visão, Luís Amado uma vez mais assume uma posição de alguma distância em relação ao PS nesta questão. Quem ainda não percebeu exactamente do que estamos a falar e das suas implicações -- já agora, estas afirmações de Subir Lall não surgem por mero acaso -- aconselha-se que leia o seu artigo na íntegra.