domingo, 5 de janeiro de 2014

Carpe diem

A melhor notícia da semana?

É esta. Sem uma descida significativa dos juros não há regresso limpo aos mercados, nem qualquer hipótese de, em teoria pelo menos, prescindir de um programa cautelar.
P.S. -- Há gafes muito informativas, como certamente todos nos recordamos.

PS: o regresso limpinho

O PS quer que Portugal regresse aos mercados "de forma limpa". Curiosamente, o mesmo PS está contra toda e qualquer medida que permita esse regresso 'limpo'. Isto dito, o PS terá de nos explicar como é que o resvalar do défice para 4.2% contribui para esse objectivo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Quotidiano


12 Years a Slave

Estrelas: 4/5

Observador

Confesso que com base na primeira notícia que li não lhe prestei inicialmente grande relevância. Mea culpa. O envolvimento de José Manuel Fernandes, David Dinis e Rui Ramos faz, para mim pelo menos, muita diferença. Para melhor, naturalmente. Veremos se se confirma a expectativa, como será o Observador e se o projecto terá pernas para andar.

Sócrates: o menos visto...

...dos comentadores, refere o título da notícia do Sol. Na verdade não me surpreende absolutamente nada. O que me surpreende é que ainda haja 580 mil devotos disponíveis para assistir à homilia. Isso, sim, é um facto extraordinário.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Quotidiano


Contra [2]

Afinal, o PS sempre tem uma alternativa. O PS sabe que aquela proposta não tem pernas para andar, mas isso o que é que interessa?
Viva a demagogia.

Contra

Sem novidades, o PS está contra a decisão do Governo. E como alternativa António José Seguro propõe o quê? Aumentar o IVA? Ficar caladinho e dizer apenas que o PS está contra a decisão do Governo?
É por esta e por outras que o PS me parece estar longe de se apresentar como uma alternativa credível. António José Seguro apresenta-se perante os eleitores sem alternativas, ou sem coragem para as enumerar. De uma maneira ou de outra, o resultado final é mau. Péssimo.

Silva Peneda: uma dúvida que persiste...

Regressando ao local do crime, ei-lo de novo:
By the way, Silva Peneda manifestou-se recentemente contra um aumento de impostos. Nessa linha, o Governo optou por não subir o IVA, preferindo em alternativa mexer na CES e na ADSE. Vai uma aposta que Silva Peneda encontrará de qualquer forma motivos de queixa?
Isto, claro, sem nunca apresentar qualquer alternativa.

Zon Optimus: a face escondida das sinergias

Muito se tem dito e escrito sobre o decisão de encerrar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), o que implicará o despedimento dos 609 trabalhadores. Arménio Carlos, como sempre acontece quando estão em causa empresas públicas, está na linha da frente da 'luta' pela manutenção desses postos de trabalho.
Curiosamente, a notícia que li de seguida foi sobre o facto de a Zon Optimus já ter definido o seu plano de negócio e as principais linhas estratégicas. O que é que isto tem que ver com os ENVC?
Nada e tudo. Como referi no outro dia, "a mesma comunicação social que manifesta uma dureza sem igual em relação às falhas dos governos revela uma estrutural candura na apreciação das notícias oriundas das empresas do PSI-20". O leitor já reparou que poucas ou nenhumas notícias foram publicadas na comunicação social sobre o que a fusão da Zon Optimus tem implicado -- no âmbito das famosas sinergias -- em termos de postos de trabalho? Quantas pessoas, desde o início do processo e até à sua conclusão, já perderam ou vão perder o seu posto de trabalho? Vai uma aposta que estaremos a falar de muitas mais do que no caso dos ENVC?
Curiosamente nada disto parece interessar à comunicação social, ou a Arménio Carlos. São os invisíveis.

As privatizações e os interesses estratégicos

Mais vale tarde do que nunca?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Portugal e o referendo na Catalunha

Seria favorável ao nosso interesse nacional a independência da Catalunha?
Evidentemente, Portugal nunca poderia assumir uma posição pública favorável à realização do referendo, ou revelar uma preferência em relação ao seu resultado. Mas isso não quer dizer que a questão nos seja indiferente. A Catalunha seria um caso isolado, ou outros referendos se seguiriam em Espanha? É do nosso interesse a fragmentação de Espanha? O contrário?
Bem sei que este é um exercício especulativo, com inúmeras variáveis, algumas difíceis de detectar previamente, outras difíceis de prever quanto à sua evolução. Nessa medida, a pergunta inicialmente colocada não tem necessariamente uma resposta, podendo aliás ter várias, consoante a composição das variáveis.
Uma coisa é certa. Independentemente da nossa leitura do que seria do nosso interesse, a independência da Catalunha correria o risco de abrir uma caixa de Pandora. Assumindo que o referendo seria favorável à independência, uma questão prévia importante que convém igualmente não esquecer.
Regresso à questão inicial. Não tenho uma resposta. Mas seria útil trocar algumas ideias sobre o assunto, certo?

Boas perguntas mas ainda sem respostas

"Depois de uma crise tão violenta, porque é que a esquerda não progride em termos eleitorais? Porque é que, depois de tanta austeridade e de tanto desemprego, a esquerda continua sem uma posição dominante na política europeia e são ainda as forças de direita que impõem as suas ideias e as suas políticas? Perante uma crise de confiança que põe em causa mesmo o capitalismo, porque é que a esquerda não tem a confiança dos eleitores?
Por um lado, pela simples razão de que a esquerda não estava preparada para uma crise desta natureza, e, por outro lado, porque, sob várias formas diferentes formações de esquerda estão associadas à gestão da crise."
Luís Amado, "Curiosidades" (Visão, 2.1.2014: 18-19).

A questão seguinte, que se coloca nomeadamente nas próximas eleições europeias, é se a esquerda já está preparada para fazer face à crise. Se está confesso que ainda não dei por isso. O PS, pelo menos, parece-me muito distante de ter uma alternativa, uma proposta diferente. Naturalmente, o PS muito provavelmente vencerá as próximas eleições europeias, mas isso não quer dizer que tenha soluções diferentes. Aliás, como Luís Amado refere no mesmo artigo, nos últimos 30 anos a esquerda europeia tem, pura e simplesmente, jogado sempre à defensiva perante o processo de globalização. Luís Amado entende que "uma maioria no Parlamento [Europeu] seria um primeiro passo" no sentido de a esquerda readquirir a "hegemonia a nível europeu". Voltamos, porém, sempre ao mesmo: de que serve a hegemonia à esquerda europeia se não tem propostas diferentes?

Quotidiano


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Oráculo laranja

Luís Marques Mendes, uma espécie de oráculo do PSD (Governo e Presidência), como qualquer oráculo digno desse nome, já anunciara a decisão hoje comunicada pelo Presidente da República. A seguirmos por este caminho, ainda veremos o dia em que Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva alterarão as suas decisões apenas para contrariar as previsões do grande oráculo laranja...

Quotidiano


Zapping blogosférico

[1] Tavares Moreira e [2] Pedro Correia.

Euro: Letónia

A zona euro recebeu mais um membro. Quer maior sinal de confiança?
A entrada da Letónia de certo modo evidencia como certas discussões políticas em Portugal não têm qualquer adesão à realidade. Não apenas a saída do euro não tem o menor sentido, como estando na zona euro há um conjunto de regras que vieram para ficar. O equilíbrio orçamental é uma questão central que o PS, por vezes, parece querer ignorar, mas mais tarde ou mais cedo terá de a encarar de frente.