José Ortega y Gasset: "Yo soy yo y mi circunstancia". Liberdade e destino. A vida é isto, o que não é pouco.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Portugal e o investimento chinês
De acordo. Se é angolano é porque é angolano. Se é chinês é porque é chinês. Pelos vistos, alguns puristas só querem investimento oriundo do Vaticano. E mesmo esse...
domingo, 12 de janeiro de 2014
CDS: congresso poderia ter sido diferente?
Evidentemente que não. Um congresso a meio de uma legislatura e quando esse partido está no poder é sempre um acontecimento norte-coreano. Paulo Portas tinha uma obrigação e uma preocupação. A obrigação era ter que regressar à crise de Julho de 2013. Como era esperado, passou pelos pingos da chuva sem se molhar. A sua explicação não convenceu ninguém, evidentemente, mas esta era uma formalidade a cumprir. A preocupação dizia respeito aos equilíbrios de poder e à estabilidade interna. De novo, Portas resolveu a coisa com a maior facilidade.
Quanto à oposição interna, com limitações óbvias, cumpriu o seu papel, restando-lhe aguardar por melhores dias.
A realidade segue dentro de momentos.
Quanto à oposição interna, com limitações óbvias, cumpriu o seu papel, restando-lhe aguardar por melhores dias.
A realidade segue dentro de momentos.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Allez, allez, Sporting allez [19]
Infelizmente o Sporting não conseguiu vencer o Estoril e o empate a zero é inteiramente justo. Num jogo sem muitas oportunidades de golo, muito táctico e muito disputado no meio-campo, faltou ao Sporting uma pontinha de sorte para garantir outro resultado. Este era um daqueles jogos em que um lance de inspiração individual faria toda a diferença, mas a verdade é que ele não existiu.
Dito isto, o empate não é propriamente um mau resultado e o Sporting termina a primeira volta muito acima das expectativas de qualquer sportinguista no início da época. Nada a dizer, portanto. Ou melhor, há a dizer: allez, allez, Sporting allez...
Foto: Pedro Rocha (Global Imagens via DN).
Observador [2]
Nicolau Santos, sempre ele. As coisas que ele já sabe de antemão sobre o Observador. De forma resumida, o escriba avança desde já que será um canal de intervenção ideológica que servirá possivelmente para "dar exposição e bons cargos públicos a alguns dos seus membros". Por isso este projecto deve ser, desde já, encarado com a máxima suspeita. Afinal, "tantos investidores privados" dispostos "alegremente a perder dinheiro durante vários anos" é uma coisa nunca vista. O Público, por exemplo, é um jornal que desde a sua fundação está farto de dar lucro à Sonae. A própria Impresa tem resultados financeiros magníficos para mostrar. Seria, naturalmente, um projecto fascinante e sério se fosse dirigido pelos Baptistas da Silva que tanto o encantam. Não sendo o caso, é um projecto com toda a legitimidade -- porra, o que lhe custou admitir isto -- mas seguramente vinculado a agendas obscuras.
Em defesa dos centros de decisão?
Já dei, em tempos, para esse peditório. É um tema para o qual tenho alguma simpatia, cada vez menos, tenho de confessar. Ainda me lembro de Diogo Vaz Guedes defender empenhadamente a manutenção dos centros de decisão nacional e depois vender a Somague à espanhola Sacyr. Nesse dia, a minha simpatia pela 'causa' começou a diminuir significativamente.
No Expresso lamenta-se, com a mais recente vaga de privatizações, a perda de controlo nacional de um conjunto de centros de decisão. Inevitavelmente, a culpa é atribuída ao Estado e a este Governo em particular. Os nossos empresários -- sem estratégia, incapazes de se associar, sempre disponíveis para fazer mais-valias na primeira oportunidade -- são, no essencial, ilibados de qualquer responsabilidade. O Estado tem a 'obrigação' de preservar os centros de decisão nacional. Já as elites empresariais -- por regra apenas interessadas em comprar ao preço da uva mijona -- não têm responsabilidade absolutamente nenhuma. Haja pachorra.
No Expresso lamenta-se, com a mais recente vaga de privatizações, a perda de controlo nacional de um conjunto de centros de decisão. Inevitavelmente, a culpa é atribuída ao Estado e a este Governo em particular. Os nossos empresários -- sem estratégia, incapazes de se associar, sempre disponíveis para fazer mais-valias na primeira oportunidade -- são, no essencial, ilibados de qualquer responsabilidade. O Estado tem a 'obrigação' de preservar os centros de decisão nacional. Já as elites empresariais -- por regra apenas interessadas em comprar ao preço da uva mijona -- não têm responsabilidade absolutamente nenhuma. Haja pachorra.
Moody's: not in the mood for an outlook upgrade?
É impressão minha, ou ontem era suposto ter sido divulgada uma análise da Moody's ao risco de crédito de Portugal? A agência de notação mudou de ideias? O que é que se passou para ter sido adiada, ou cancelada, a sua publicação?
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Vital Moreira dixit
"Depois da crise não voltamos ao estado anterior, em que tínhamos o recurso dos impostos, o endividamento e o dinheiro da União Europeia. O tempo do endividamento acabou. A partir de agora, provavelmente temos é de ter saldos positivos para diminuir a dívida acumulada. Vamos ter de ser muito austeros e imaginativos se quisermos manter o Estado Social. É um desafio para o PS, quando voltar ao Governo. (...) A convenção Novo Rumo será o pontapé de saída e temos um ano e meio para construir essa alternativa, até às legislativas. Ela é necessária e ainda não existe. Eu insisto: um partido de governo não lhe basta fazer boa oposição, tem de dizer porque quer ser Governo. (Sol, 10.1.2014: 6-7.)"
Oliveira Martins: trocando por miúdos
Estamos perante uma intervenção sem qualquer conteúdo, ou trata-se de um recado dirigido sobretudo ao PS?
Como me custa a acreditar que seja o segundo caso, depreendo que o presidente do Tribunal de Contas se limitou a encher chouriços.
Como me custa a acreditar que seja o segundo caso, depreendo que o presidente do Tribunal de Contas se limitou a encher chouriços.
Luís Quintais: Depois da Música
TOTENBUCH
Com horror
haveríamos de encontrar o círculo negro da história,
o arquivo inabitável, irrespirável.
É amoral o gesto de quem regista,
assinala óbitos, assepsias, extermínios.
Um forno não é um forno
e um chuveiro não é mais um chuveiro.
O funcionário que regista tem
por dedos lâminas rombas.
Desenha com método. Anota com desvelo.
Luís Quintais, Depois da Música (Tinta da China, 2013), p. 28.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Fosun: mais um passo na nova geografia estratégica?
O Governo decidiu vender a Caixa Seguros à Fosun. Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, afirmou que os chineses apresentaram a "proposta de maior mérito" do ponto de vista financeiro, estratégico e jurídico.
Depois da EDP e da REN, estamos perante mais uma privatização que consolida a entrada de capitais chineses em Portugal, facto que considero muito positivo e que, como já referi em 2012, está a abrir as portas a uma recomposição potencial, ainda que parcelar, da própria política externa portuguesa.
Depois da EDP e da REN, estamos perante mais uma privatização que consolida a entrada de capitais chineses em Portugal, facto que considero muito positivo e que, como já referi em 2012, está a abrir as portas a uma recomposição potencial, ainda que parcelar, da própria política externa portuguesa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








