terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Allez, allez, Sporting allez [20]

O Sporting quebrou hoje a sequência de três jogos sem marcar golos e manteve o ciclo de jogos sem sofrer qualquer golo. Leonardo Jardim aproveitou a Taça da Liga para rodar alguns jogadores, refrescar a equipa e dar uma oportunidade a jogadores que por regra não são titulares. Boeck, Dier, Mané, Slimani e Vítor alinharam de início e todos responderam muito positivamente à chamada. Boeck foi o homem do jogo, negando ao Marítimo três ou quatro golos, defendeu tudo o que havia para defender, mesmo o que parecia impossível. Se o Marítimo não marcou pelo menos um golo, a ele se deve a inviolabilidade da baliza do Sporting. Mané foi o homem que descobriu o caminho para a baliza do Marítimo, ele que marcou o primeiro golo e que esteve em grande plano, sobretudo na primeira parte. Slimani foi, depois de Boeck, o jogador que mais se destacou nesta partida. O argelino correu quilómetros, foi incansável a ir buscar jogo e a servir os colegas em jogadas ofensivas. No final falhou um golo que bem merecia nesta partida. Dier tremeu num lance ou dois, mas no resto deu boa conta do recado. Vítor marcou o segundo golo -- o terceiro foi de Rojo -- e correu quilómetros em campo. Em suma, quem disse que o Sporting não tinha banco?
Quanto aos restantes, William Carvalho, Rojo, Jefferson, Adrien e Cédric estiveram ao seu nível do costume. Capel foi talvez o jogador menos eficaz na sua posição, ainda que, como sempre, tenha tido um empenho acima de qualquer dúvida.
Esta partida foi importante para restabelecer os níveis de confiança depois de três jogos consecutivos sem marcar. E se Slimani não marcou, em todo o caso o Sporting mostrou ter diversas opções para marcar golos.
Este foi o jogo desta época em que, tanto quanto me recordo, estiveram menos espectadores no Estádio de Alvalade, pouco mais de onze mil. Poucos, mas bons...
Uma última palavra para a arbitragem que, no essencial, mereceu nota positiva.
Segue-se o Arouca. Allez, allez, Sporting allez!
Foto: Manuel de Almeida (Lusa via Correio da Manhã).

Zapping blogosférico

[1] Nuno Tiago Pinto, e [2] Maria João Marques.

Ballon d'Or: Ronaldo

Estava a ver a listagem com as votações e, às tantas, lembrei-me do Festival da Eurovisão. Não é bem a mesma coisa, mas anda lá perto...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Vítor Gaspar: ser e parecer

Havia apenas duas ou três instituições para as quais, em nome do bom senso, Vítor Gaspar não deveria ter ido depois de ter sido ministro das Finanças. A saber, FMI, BCE e Comissão Europeia.
Vítor Gaspar evitou sempre qualquer conflito com a troika ao ponto de, por vezes, não se perceber qual era o seu lado da barricada. Ele que uma vez chegou a referir-se no Parlamento aos "vossos eleitores" -- não os dele, aos quais aparentemente não tinha de prestar contas -- perante os deputados do PSD e do CDS. Pois bem. É precisamente no FMI que ele aterra menos de um ano depois de ter sido ministro.

Portugal e o investimento chinês

De acordo. Se é angolano é porque é angolano. Se é chinês é porque é chinês. Pelos vistos, alguns puristas só querem investimento oriundo do Vaticano. E mesmo esse...

Moody's: safe bet

Regressando à Moody's, a rapaziada optou por jogar pelo seguro...

Zapping blogosférico

[1] Helena Matos, e [2] Filipe Nunes Vicente.

domingo, 12 de janeiro de 2014

CDS: congresso poderia ter sido diferente?

Evidentemente que não. Um congresso a meio de uma legislatura e quando esse partido está no poder é sempre um acontecimento norte-coreano. Paulo Portas tinha uma obrigação e uma preocupação. A obrigação era ter que regressar à crise de Julho de 2013. Como era esperado, passou pelos pingos da chuva sem se molhar. A sua explicação não convenceu ninguém, evidentemente, mas esta era uma formalidade a cumprir. A preocupação dizia respeito aos equilíbrios de poder e à estabilidade interna. De novo, Portas resolveu a coisa com a maior facilidade.
Quanto à oposição interna, com limitações óbvias, cumpriu o seu papel, restando-lhe aguardar por melhores dias.
A realidade segue dentro de momentos.

Quotidiano


Zapping Blogosférico

sábado, 11 de janeiro de 2014

Allez, allez, Sporting allez [19]

Infelizmente o Sporting não conseguiu vencer o Estoril e o empate a zero é inteiramente justo. Num jogo sem muitas oportunidades de golo, muito táctico e muito disputado no meio-campo, faltou ao Sporting uma pontinha de sorte para garantir outro resultado. Este era um daqueles jogos em que um lance de inspiração individual faria toda a diferença, mas a verdade é que ele não existiu.
Dito isto, o empate não é propriamente um mau resultado e o Sporting termina a primeira volta muito acima das expectativas de qualquer sportinguista no início da época. Nada a dizer, portanto. Ou melhor, há a dizer: allez, allez, Sporting allez...
Foto: Pedro Rocha (Global Imagens via DN).

Quotidiano


Observador [2]

Nicolau Santos, sempre ele. As coisas que ele já sabe de antemão sobre o Observador. De forma resumida, o escriba avança desde já que será um canal de intervenção ideológica que servirá possivelmente para "dar exposição e bons cargos públicos a alguns dos seus membros". Por isso este projecto deve ser, desde já, encarado com a máxima suspeita. Afinal, "tantos investidores privados" dispostos "alegremente a perder dinheiro durante vários anos" é uma coisa nunca vista. O Público, por exemplo, é um jornal que desde a sua fundação está farto de dar lucro à Sonae. A própria Impresa tem resultados financeiros magníficos para mostrar. Seria, naturalmente, um projecto fascinante e sério se fosse dirigido pelos Baptistas da Silva que tanto o encantam. Não sendo o caso, é um projecto com toda a legitimidade -- porra, o que lhe custou admitir isto -- mas seguramente vinculado a agendas obscuras.

Em defesa dos centros de decisão?

Já dei, em tempos, para esse peditório. É um tema para o qual tenho alguma simpatia, cada vez menos, tenho de confessar. Ainda me lembro de Diogo Vaz Guedes defender empenhadamente a manutenção dos centros de decisão nacional e depois vender a Somague à espanhola Sacyr. Nesse dia, a minha simpatia pela 'causa' começou a diminuir significativamente.
No Expresso lamenta-se, com a mais recente vaga de privatizações, a perda de controlo nacional de um conjunto de centros de decisão. Inevitavelmente, a culpa é atribuída ao Estado e a este Governo em particular. Os nossos empresários -- sem estratégia, incapazes de se associar, sempre disponíveis para fazer mais-valias na primeira oportunidade -- são, no essencial, ilibados de qualquer responsabilidade. O Estado tem a 'obrigação' de preservar os centros de decisão nacional. Já as elites empresariais -- por regra apenas interessadas em comprar ao preço da uva mijona -- não têm responsabilidade absolutamente nenhuma. Haja pachorra.

Carpe diem

Moody's: not in the mood for an outlook upgrade?

É impressão minha, ou ontem era suposto ter sido divulgada uma análise da Moody's ao risco de crédito de Portugal? A agência de notação mudou de ideias? O que é que se passou para ter sido adiada, ou cancelada, a sua publicação?

Zapping blogosférico

[1] João Pinto Bastos, e [2] Francisco Seixas da Costa.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vital Moreira dixit

"Depois da crise não voltamos ao estado anterior, em que tínhamos o recurso dos impostos, o endividamento e o dinheiro da União Europeia. O tempo do endividamento acabou. A partir de agora, provavelmente temos é de ter saldos positivos para diminuir a dívida acumulada. Vamos ter de ser muito austeros e imaginativos se quisermos manter o Estado Social. É um desafio para o PS, quando voltar ao Governo. (...) A convenção Novo Rumo será o pontapé de saída e temos um ano e meio para construir essa alternativa, até às legislativas. Ela é necessária e ainda não existe. Eu insisto: um partido de governo não lhe basta fazer boa oposição, tem de dizer porque quer ser Governo. (Sol, 10.1.2014: 6-7.)"

Oliveira Martins: trocando por miúdos

Estamos perante uma intervenção sem qualquer conteúdo, ou trata-se de um recado dirigido sobretudo ao PS?
Como me custa a acreditar que seja o segundo caso, depreendo que o presidente do Tribunal de Contas se limitou a encher chouriços.

CDS: a espuma dos dias

De outra forma nunca mais abandona a liderança do partido?