"António Costa e Rui Rio nunca foram primeiros-ministros ou, sequer, líderes partidários. Nunca foram postos à prova nesses cargos de elevado desgaste de popularidade, têm estado preservados em funções secundárias. De Rio mal se conhece um pensamento político estruturado e diferenciado. De Costa sabe-se que apoiou a triste governação de Sócrates até ao último minuto.
Há, pois, o sério risco de um preocupante downgrade político nas presidenciais de 2016."
José António Lima (Sol, 31.1.2014: 54).
José Ortega y Gasset: "Yo soy yo y mi circunstancia". Liberdade e destino. A vida é isto, o que não é pouco.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Nuno Moura: Canto Nono
quem é que incendeia a sua própria casa sem estar nas lonas?
a minha casa é um anexo da tua
e a tua é um anexo de outro
viver em altura faz mal
viver defronte do outro é ainda pior
entre olho de pau
de pé olho mau.
a minha casa é um anexo da tua
e a tua é um anexo de outro
viver em altura faz mal
viver defronte do outro é ainda pior
entre olho de pau
de pé olho mau.
Nuno Moura, Canto Nono (Douda Correria, 2013).
José António Saraiva dixit
"Com o aproximar das eleições, em que a tentação da maioria será abrir os cordões à bolsa, o PS deveria assumir-se como o partido da disciplina e denunciar tudo o que cheirasse a eleitoralismo.
Se o fizesse, credibilizava-se.
Mas, pelo que temos visto, fará exactamente o contrário: continuará a criticar a austeridade, que nos salvou da bancarrota, e a exigir mais despesa.
Continuará a prometer o impossível."
José António Saraiva, "Da Europa connosco ao orgulhosamente sós" (Sol, 31.1.2014: 2).
Se o fizesse, credibilizava-se.
Mas, pelo que temos visto, fará exactamente o contrário: continuará a criticar a austeridade, que nos salvou da bancarrota, e a exigir mais despesa.
Continuará a prometer o impossível."
José António Saraiva, "Da Europa connosco ao orgulhosamente sós" (Sol, 31.1.2014: 2).
Fernando Ulrich: saída limpa ou cautelar? [2]
Ulrich esqueceu-se também da inevitável Manuela Ferreira Leite. Ela até já tem as continhas todas feitas. E sabe tudo, nomeadamente as condições -- que ninguém conhece -- em que o cautelar nos será proposto. E sabe também que o cautelar -- que provavelmente terá de ser aprovado por alguns parlamentos nacionais -- passará nessa consulta. Pose e achismo. Santa paciência.
Fernando Ulrich: saída limpa ou cautelar?
Segundo Fernando Ulrich, "qualquer das vias pode ser utilizada com sucesso e de forma positiva para o País". Mas acrescentou que "quem tem informação para tomar essa decisão é o primeiro-ministro, o vice-primeiro-ministro, a ministra das Finanças e o governador do Banco de Portugal. Essa decisão depende também dos nossos credores e dos nossos aliados europeus".
Ulrich, seguramente por lapso, esqueceu-se de incluir Rui Rio, entre outros, no grupo dos informados. Em todo o caso estou certo que a tese de Rui Rio do barquinho a remos não deixará de ser tida em conta nas mais altas instâncias de decisão, nacionais e europeias. E pronto, lá volto eu à questão da pose e do achismo.
Ulrich, seguramente por lapso, esqueceu-se de incluir Rui Rio, entre outros, no grupo dos informados. Em todo o caso estou certo que a tese de Rui Rio do barquinho a remos não deixará de ser tida em conta nas mais altas instâncias de decisão, nacionais e europeias. E pronto, lá volto eu à questão da pose e do achismo.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
BANIF: o atraso [2]
O Tratado Orçamental de António Costa
Pedro Correia citava recentemente um artigo de Viriato Soromenho-Marques em que ele frisava que "são as respostas concretas que alimentam uma liderança. A pose não chega".
A actividade diária na política portuguesa está cheia de pose e de achismo. Actualmente, por exemplo, alguém que tenha algum peso político-partidário tem de ter opinião -- tem de 'achar' alguma coisa -- sobre a saída limpa versus programa cautelar, ainda que não tenha qualquer informação ou conhecimento para sustentar essa posição.
Adiante. Lembrei-me das palavras de Soromenho-Marques enquanto escutava António Costa (ver secção multimédia do Jornal de Negócios). Costa 'acha' que o PS cometeu um erro quando aprovou o Tratado Orçamental (TO) e, nessa medida, espera que tenha sido "o último erro que os socialistas cometeram". Qual era a alternativa, pergunta o jornalista: acha que o PS não devia ter aprovado o TO?
Colocado perante a obrigação de dar uma "resposta concreta", a que aludia Soromenho-Marques, Costa recua e diz que "provavelmente na altura em que aprovámos o TO não havia outra solução senão aprovar o TO". O erro que Costa detectou, afinal, não foi bem um erro porque a verdade é que não havia uma alternativa. A "resposta concreta" ficou para outro dia, pois, resumida a coisa, Costa apenas considera que o TO tem de ser revisto. Conversa sem substância e sem respostas concretas, no fundo. Pose e achismo. É por esta e por outras que estamos na situação em que estamos.
A actividade diária na política portuguesa está cheia de pose e de achismo. Actualmente, por exemplo, alguém que tenha algum peso político-partidário tem de ter opinião -- tem de 'achar' alguma coisa -- sobre a saída limpa versus programa cautelar, ainda que não tenha qualquer informação ou conhecimento para sustentar essa posição.
Adiante. Lembrei-me das palavras de Soromenho-Marques enquanto escutava António Costa (ver secção multimédia do Jornal de Negócios). Costa 'acha' que o PS cometeu um erro quando aprovou o Tratado Orçamental (TO) e, nessa medida, espera que tenha sido "o último erro que os socialistas cometeram". Qual era a alternativa, pergunta o jornalista: acha que o PS não devia ter aprovado o TO?
Colocado perante a obrigação de dar uma "resposta concreta", a que aludia Soromenho-Marques, Costa recua e diz que "provavelmente na altura em que aprovámos o TO não havia outra solução senão aprovar o TO". O erro que Costa detectou, afinal, não foi bem um erro porque a verdade é que não havia uma alternativa. A "resposta concreta" ficou para outro dia, pois, resumida a coisa, Costa apenas considera que o TO tem de ser revisto. Conversa sem substância e sem respostas concretas, no fundo. Pose e achismo. É por esta e por outras que estamos na situação em que estamos.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Rui Moreira: já?
Começam cedo as trapalhadas do menino d'oiro da Foz. Veremos quanto tempo dura a boa imprensa.
Cavaco Silva: co-adopção [2]
Ei-los, rapidamente a saír da toca. Agora já queriam decisões políticas, independentemente da constitucionalidade.
Cavaco Silva: co-adopção
Sem surpresas, portanto. Aposto que alguma Esquerda que nos últimos dois anos, por tudo e por nada, tem pedido ao Presidente para pedir a fiscalização da constitucionalidade de tudo e mais alguma coisa, em coerência, agora está radiante com esta decisão.
A implosão da Esquerda?
De facto, há qualquer coisa de inexplicável no ar. E o resultado pode ser este.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Com as eleições europeias...
...à vista, altura para os partidos políticos voltarem a redescobrir o encanto das redes sociais?
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