sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Um ministro sombra que gosta pouco de sombra [2]

José Mário Ferreira de Almeida entende que, mais do que a forma, o que interessa é a substância. Talvez tenha razão. Pessoalmente julgo que as duas componentes são importantes e incomparáveis. Num regime democrático as instituições e os seus procedimentos são fundamentais. E foi em parte por isso que me desagradou -- num exercício de protagonismo sem qualquer fundamento político -- ver António Borges comentar publicamente assuntos que julgo que institucionalmente não devia. Será apenas uma questão de sensibilidade pessoal?
Talvez. Mas, repito, à minha costela institucionalista desagrada profundamente que se pronuncie quem não se deve pronunciar, e/ou que não o faça nos locais próprios quem legitimamente se deve expressar. Apenas isso, o que não é pouco.
Sobre a substância nada tenho a dizer, pelo menos por agora.